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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Complexo do Alemão

Algo continua estranho nesse enredo do “alemão”.


Após concentrar, na manhã de sábado, expressiva força conjunta a frente do principal acesso ao complexo, nada se falando dos outros 43 (os, pelo menos, conhecidos), estabeleceu-se um prazo para que a bandidagem se rendesse, qual seja, o final da tarde ou início da noite desse mesmo dia, caso contrário, seria dado início à campanha, isto é, invasão e retomada da área.


Ocorre que a movimentação da tropa se deu, apenas, na manhã do dia seguinte, domingo, com final das operações às 9hs:20min (hora aproximada), ensejando, assim, tempo mais do que suficiente para que a turba- se já não o tivesse feito antes, como tudo indica - se escafedesse, deixando, apenas, no local, alguns gatos pingados, armas velhas e drogas como sacrifício e troféus de guerra.


Em matéria anterior, intitulada “Acordo não cumprido”, divagávamos sobre os recentes acontecimentos no Rio de Janeiro, em relação à aparente segurança da cidade, em épocas pré e durante eleição para governador, algo que, salvo explicação convincente de outra ordem, parece - o acordo - ter sido de alguma forma cumprido: não se achou ninguém.

Pindorama continua em guerra

E a guerra continua: PT amplia guerra com PMDB para controlar Correios e Banco do Brasil (reportagem de Vera Rosa / BRASÍLIA, estadao.com.br, Atualizado: 29/11/2010 23:00).


Êta  governo de energúmenos, de interesses difusos e obscuros.


Talvez seja necessário cercar-se Pindorama para, ao depois, hastear-se a bandeira da honestidade e da decência; já houvéramos, em matéria anterior (Pindorama rise again), sugerido, aos primeiros sinais beligerantes, que se colocasse o País – Brasil – em prontidão.


Segue a a matéria:

“Por Vera Rosa / BRASÍLIA, estadao.com.br, Atualizado: 29/11/2010 23:00

PT amplia guerra com PMDB para controlar Correios e Banco do Brasil

Diante da perspectiva de comandar o Ministério das Comunicações, o PT planeja desalojar o PMDB da direção da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). O pedido será encaminhado pela cúpula do partido à presidente eleita, Dilma Rousseff.

A ideia, no entanto, é passar um verniz de 'desloteamento' político nos Correios para apresentar a reivindicação como uma tentativa de profissionalizar a estatal, alvo de uma sucessão de crises nos últimos meses.

A direção do PT aposta que o futuro ministro das Comunicações será Paulo Bernardo, atual titular do Planejamento, e já começou a vasculhar uma das chamadas joias da coroa.
Há apenas quatro meses na presidência dos Correios, David José de Matos foi indicado pelo deputado Tadeu Filipelli (PMDB-DF), vice-governador eleito do Distrito Federal, mas também é amigo de Erenice Guerra, a ministra da Casa Civil que caiu em setembro, no rastro de acusações de tráfico de influência na pasta.

Mapa. Uma comissão formada por seis dirigentes do PT já começou a fazer o mapeamento dos cargos federais. A equação não é fácil de ser fechada porque o PT da presidente eleita Dilma Rousseff e o PMDB do futuro vice-presidente, Michel Temer (SP), dão cotoveladas em busca dos principais assentos para demarcar seus respectivos territórios.

O Ministério das Comunicações está sob controle peemedebista e a sigla só aceita abrir mão do pasta se levar Transportes, hoje capitaneado pelo PR.

O assunto foi avaliado na segunda-feira, 29, em reunião de Dilma com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o deputado Antonio Palocci, futuro chefe da Casa Civil. Desde setembro Bernardo atua como uma espécie de interventor nos Correios e faz um diagnóstico dos problemas da empresa, que não são poucos.

Banco do Brasil. Além de ocupar a cadeira mais importante dos Correios, o partido de Dilma também quer trocar o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendini. A maior instituição financeira do País tem ativos de R$ 725 bilhões. Sem levar em conta o PMDB, que está de olho na presidência do Banco do Brasil, uma ala do PT pretende emplacar ali o atual secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa.

Em conversas reservadas, porém, interlocutores de Dilma admitem que a escolha será resultado de uma disputa de bastidores entre Palocci e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mantido no cargo. Tanto Mantega como Palocci, ex-ministro da Fazenda de 2003 a 2006, têm influência no banco.
Bendini chegou à cúpula do BB na cota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas até no Palácio do Planalto há quem defenda a sua saída, sob a alegação de que ele 'não atende' as demandas políticas. Barbosa, por sua vez, tem cativado as tendências do PT.

Na sexta-feira, o secretário fez uma exposição sobre a conjuntura econômica durante seminário promovido pela chapa petista 'O partido que muda o Brasil' e encantou os espectadores com seu discurso na linha desenvolvimentista. A portas fechadas, Barbosa disse que a maior preocupação, no governo Dilma, é como manter o processo de crescimento com o cenário internacional adverso.

Apesar da cobiça do PMDB, a presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, deve ser mantida no posto.”

A benção de Babalulaxá


Segundo reportagem de Leonencio Nossa do Estadão, a escolha de Ministros para o governo da que vem, segue ritual com benção do que sai, mostrando-se bem a propósito a foto acima que nos foi encaminhada em passado recente por leitor de nossas linhas, provável desconhecido dotado de poderes futurólogos.

Segue a  matéria:

“Por Leonencio Nossa/BRASÍLIA, estadao.com.br, Atualizado: 30/11/2010 1:35


Escolha de ministros segue 'ritual' com bênção de Lula


Guido Mantega (Fazenda), Nelson Jobim (Defesa), Luciano Coutinho (BNDES), Fernando Haddad (Educação), Sérgio Gabrielli (Petrobrás), Alexandre Tombini (BC), Miriam Belchior (Planejamento), Carlos Lupi (Trabalho) e José Gomes Temporão (Saúde). Definidos ou não para compor o ministério da presidente eleita, Dilma Rousseff, esses nomes têm outra característica em comum: todos percorreram o caminho do 'Triângulo dos Eleitos'.


Todos eles passaram pela Granja do Torto, onde fica Dilma, e pelo Palácio do Planalto, onde trabalha o presidente Lula. E quando é preciso uma conversa mais discreta, o Alvorada vira o ponto noturno da reunião de avaliação.


Na quarta-feira passada, o economista Luciano Coutinho conversou com Dilma sobre a permanência no Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Horas depois, estava no gabinete de Lula no Palácio do Planalto. É a 'bênção presidencial', dizem os assessores do governo.


Desde o início do mês, Lula tem repetido em entrevistas que não dá 'palpites' na composição do próximo ministério. Na prática, porém, os escolhidos de Dilma precisam conversar com ele antes de ter o nome anunciado por interlocutores da presidente eleita diante dos holofotes.


Assessores do Planalto dizem que a conversa dos escolhidos com Lula é apenas para discutir questões do atual governo e, no máximo, o atual presidente dá uma 'bênção' ao escolhido. Também dizem que Dilma está sendo cuidadosa em demonstrar respeito e consideração pelo atual presidente, que ainda chefia boa parte dos escolhidos.


Seja para chancelar a escolha da eleita ou para benzer os futuros ministros, Lula recebeu, na véspera da confirmação dos nomes, todos os que vão compor o ministério e comandar estatais. Foi assim com Miriam Belchior, Tombini e Gabrielli. Na semana passada, Gabrielli saiu do Rio para um encontro com Lula no Planalto apenas para fechar sua permanência na estatal de petróleo.


Oficialmente, ele esteve com o presidente para fazer um balanço das ações e dos programas da estatal. O presidente da República disse em entrevista, após o encontro, que Gabrielli continuaria no comando da Petrobrás até 31 de dezembro, quando ele, Lula, deixa o governo. No ritual do Planalto, Gabrielli conseguia garantir a permanência no cargo.


Antonio Palocci, Gilberto Carvalho e Paulo Bernardo, os três fiéis aliados de Lula que vão integrar o governo Dilma, sendo os dois primeiros na 'cozinha do Planalto', têm conversas com o presidente todos os dias.


Angústia. É grande a angústia na Esplanada dos Ministérios, onde atua boa parte dos 37 ministros do governo, diz um interlocutor de Lula. Receber um telefonema do Planalto para uma audiência com o atual presidente tem o mesmo valor que uma ligação da Granja do Torto, onde mora Dilma Rousseff, avalia o auxiliar de Lula.


Alguns ministros aguardam em silêncio um telefonema do Planalto. E até quem está de saída, como José Gomes Temporão (Saúde), não deixa de avaliar com Lula a situação do ministério e a escolha do sucessor.


Há ainda os que esperam sensibilizar o presidente. Foi o caso de Carlos Lupi, do Trabalho, que na semana passada conseguiu a façanha de levar Lula até a periferia de Brasília para inaugurar um posto do ministério batizado com o nome de Leonel Brizola.


Na festa ficou evidente o lobby para permanecer no cargo. Lupi rasgou elogios a Lula, mas não conseguiu arrancar dele um sinal de que continuará na pasta. Diante de câmeras, o ministro, porém, deixou claro que está à disposição de Dilma.”

Mais futebol

Recebemos de nossos leitores, mais dois vídeos relacionados com futebol: o primeiro deles um “frangaço” de primeira; o segundo qualquer título lhe é pertinente, como goleiro doido, bêbado, abestado etc.


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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mudando para futebol

Deixando, por ora, a política, vale a pena assistir ao vídeo abaixo, recebido com o título de “o mais rápido goleiro da história”.



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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Acordo não cumprido

Os últimos acontecimentos no Rio de Janeiro, onde se comenta associação dos grupos Comando Vermelho e 3º Comando para azucrinar a população, deixam transparecer decorrentes de acordo não cumprido.


Ao momento da campanha estadual para reeleição, onde a criação e instituição das Unidades Pacificadoras serviram, entre outras, como elementos angariadores de votos, a cidade vivia e respirava aparente segurança e tranqüilidade, ao ponto de se anunciar valorização de imóveis nas imediações e próximos dos morros agraciados com aquelas Unidades, com direito a “samba” ou “pagode” da felicidade.


A realidade, entretanto, se apresenta outra. Algo em torno de um mês após a reeleição do governador, com número expressivo de votos, a bandidagem se faz presente nas ruas, mostrando seu poder de fogo e de organização, e as explicações se restringem ao desespero da bandidagem e a não necessidade de apoio da Força Nacional.


Tudo indica, pois, que a paz das eleições foi obtida com entendimentos prévios com a turba criminal, mediante termos não cumpridos pós-eleição.


Do jeito que a coisa vai, já agora com o samba do crioulo doido, talvez seja necessário pedir apoio ao sobrenatural de almeida.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sem ter o que dizer

Tirando alguns destaques dos últimos dias, como

a) Palocci escapa de mais uma (desta feita quando prefeito em ribeirão preto, envolvendo licitações; a anterior, para quem não se lembra, foi a quebra de sigilo bancário do caseiro Francelino);

b)  provável greve dos juízes federais por conta de aumento de salários;

c) condenação de deputado/sindicalista e "força sindical" por desvio de verbas públicas (FAT);  e

d) a anunciada saída do governo, do único que conseguiu manter os fundamentos das bases econômicas, frente às irresponsabilidades fazendárias, entre elas, na época da “marolinha” e, mais recentemente, na guerra cambial entre os EUA e a China (pugnava o distinto da fazenda pelo incentivo ao consumismo),

tudo continua na mesma mesmice:

e) a que vem com destemperos momentâneos em relação ao atual presidente do Banco Central;

f) imprensa divulga informações do processo contra a que vem no Superior Tribunal Militar, de há muito do conhecimento da sociedade (salvo dos mais novos, que não se interessam pela história do País, e dos “embebecidos” e “embebestados” que, mesmo a conhecendo, continuam votando na turba, por interesses, digamos, “desconhecidos”);

g) o que sai se impõe na equipe da que vem;

h) partido das mamatas e dos trapaceiros continuam em guerra no legislativo e por lugar no governo, além de cargos nos escalões inferiores;

i) partidos outros buscam espaço na continuação dos trapaceiros (política dos interesses individuais e partidários, evidentemente, não nacionais);

j) prenúncio anunciado de mais um caos aéreo no final do ano;

k) rio de janeiro continua com sua costumeira violência;

l) na educação mais uma envolvendo o ENEM: R$ 4,5 milhões saíram dos cofres do MEC, por conta de provas fantasmas – não impressas – e aproximados R$ 29 milhões gastos para refazer as provas adiadas no ano de 2009;

m) União não cumpre ordem judicial – reintegração de posse no Jardim Botânico –;

n) um dos amigos de infância dos trapaceiros tramoios, o líder da coréia do norte, manda bala no vizinho do sul, ameaçando-o com outras tantas;  e

o) o PNDH 3 volta à baila.

E a tudo se assiste calado e envergonhado  - envergonhado ou não, calado ou não, depende de quem assiste.

Por essas é que abrimos a presente com o título “sem ter o que dizer”, pois tudo continua na mesma mesmice.

Aguardemos, pois, a posse da que vem e dos seus anunciados 1.700 convidados.

Para relembrar, reapresentamos os vídeos que se seguem, encaminhados por nossos leitores, quando da campanha presidencial, referindo-se o primeiro às relações chavistas da eleita e, o segundo, ao desprezo do que sai, no que toca aos brasileiros e outros, quando, em solo nacional, festejou 50 anos da revolução cubana.


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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Pindorama, rise again

Another one from Pindorama; as announced, Casa Civil prorroga, pela segunda vez, o prazo para conclusão dos trabalhos de investigação dos fatos envolvendo Erenice, a amiguinha da eleita, desta feita, por mais 20 dias.



Sabendo-se que a comissão que investiga o tráfico de influência e propicanagem na Casa Civil, é formada por servidores (três ao todo) da Controladoria Geral da União, da AGU (advocacia do governo e de “otoridades”) e da própria Casa Civil, o prazo para apresentação do relatório conclusivo – salvo nova prorrogação, e se, em realidade, houver alguma conclusão – expirar-se-á próximo ao som dos festejos e sinos natalinos, prenunciando-se, provavelmente, um belo presente de natal (época de degustação do peru de festa) para os súditos embevecidos ou “embebecidos” ou “embebestados” (somos filólogos: a primeira expressão entre aspas significa embriagados e a segunda abestados).



Enquanto isso, o que sai enquadra dois partidos que aderiram ao “blocão” do partido dos ministérios – são eles o PR e o PP – e a eleita e o Palocci, no sentido de que não cedam espaço no governo aos partidos rebeldes, deflagrando-se operação de guerra nos partidos médios para desfazer a operação do “blocão”.



Eita política dos interesses energúmenos e não os da sociedade! Dá-lhe Pindorama!



Agora, se Pindorama está em guerra, é bom o país - Brasil, um país para todos - colocar-se em prontidão.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pindorama

Anunciamos que tudo continua como d’antes no quartel de abrantes, em pindorama, terra da fantasia e cidade luz dos interesses difusos e obscuros, para não dizer, deixa “prá” lá .... .

No universo dos pensamentos “individual” e “coletivo”, nada se cria, tudo se copia, nada se inova, apenas se renovam práticas que, de tanto repetitivas, não haveria folha corrida que as preenchesse, com a agravante de que agora queremos mais; carinho, pois, com os veios duvidosos. Não faltam, porém, iniciativas que justificam a criação do Ministério do Anedotário diário, conforme já sugerimos em outras paragens.

E vamos nós, “eita nóis”:

. há alguns dias saiu de cena, isto é, do grupo de transição da eleita (foi o que se noticiou), advogada que figura como ré, em ação proposta pelo Ministério Público Federal, por envolvimento na máfia dos sanguessugas – quadrilha que desviava verbas da saúde – a turma gosta;

. fraudes contábeis no banco do Sr. Abravanel (conhecido por Silvio Santos), já existiam quando a Caixa Econômica nele aportou módicos R$ 739 milhões há aproximados 12 meses e em julho deste ano, algo que o governo que sai, por suas auditorias, não tinha conhecimento e nem, como sempre, sabia; segundo o banco central, as fraudes já ocorriam há 3 a 4 anos – outro que também deve explicações;

. comissão de constituição e justiça do senado aprova projeto de emenda constitucional para regular a felicidade do brasileiro, isto é, agora o brasileiro será feliz por decreto – mais uma para o Ministério do Anedotário; segundo o projeto, a busca da felicidade se tornará um “direito oficial” do cidadão; o perigo é que deságüe na legalização da corrupção, já que muitos que orbitam por aí, principalmente em pindorama, só se realizam na plena felicidade quando na festividade da roubalheira;

. senadores do partido tramoiense  não querem que o chefe do clã dos sarney continue na presidência da casa da mãe Joana, e também não aceitam que o outro amigo de infância (renan  calheiros) nela tome assento; assento lembra .....;

. partido dos ministérios quer Nelson Jobim e Reinhold Stephanes fora do governo, porque não votaram na eleita, mas no candidato dos tucanos: “o partido só vai indicar para o ministério ministros que votaram na presidente eleita”, palavras de Henrique Alves, líder da bancada na Câmara;

. Zé “carioca” Dirceu em campanha para impedir a nomeação de Palocci para a casa civil, o que não deverá resistir aos interesses do sistema econômico que muito lhe é grato; crimes são secundários diante de interesses sempre atendidos, independentemente do governo;

. salários de ministros, segundo a eleita, estão defasados, remuneração pouco atrativa que dificulta composição do ministério, já tendo o que sai ordenado “bom reajuste”; mais uma para o Ministério do Anedotário, quando se considera os gastos com funcionalismo, para 2011, de R$ 153,8 bilhões no executivo, R$ 22,1 bilhões no judiciário e R$ 7,1 bilhões no legislativo (reportagem de Maria Lima) - medida salutar inicial seria o executivo baixar os seus exagerados gastos, haja imposto para pagar a turba; recompensa de vaidade ministerial não deve ser com reajuste de subsídios, mas, sim, com trabalho, até porque, o partido dos ministérios briga por eles não pelos subsídios, mas por ...., deixa “prá” lá; a vergonha do “quero o meu” já perdeu a vergonha;

. sem mais poder esconder os fatos, a turma das “FARC”, camarada do espúrio venezuelano, que ama a eleita, com esta confraterniza-se pela vitória nas eleições presidenciais – aguardemos quem comparecerá na posse que se avizinha;

.(pt)robrás fecha contratos com marido de diretora de gás e energia, cotada para assumir ministério no governo da eleita - mais um flerte com os veios duvidosos;

. futuros ministros deverão ter força no congresso, ou seja, garantir os votos parlamentares – é o aperfeiçoamento do sistema conhecido como “rolo compressor”, o deletério; segundo reportagem de Gerson Camarotti, Dilma foi alertada pelo que sai, “durante a viagem para a Coréia do Sul, que não deve repetir o erro de nomear ministros com pouca representatividade no partido. Em seus dois mandatos, Lula ficou refém do Congresso em votações importantes e até CPIs, porque parte significativa de seus ministros não tinha influência nas bancadas da Câmara e do Senado. Dilma sinalizou que deseja saber o que cada indicado representa em número de votos congressuais para evitar surpresas, rebeliões e chantagens em votações importantes” -  Dá-lhe pindorama;

. os partidos aliados à presidente eleita, segundo reportagem de João Domingo, decidiram não só exigir a manutenção no próximo governo dos atuais ministérios que ocupam, mas também cobrar ágio: um novo ministério, uma diretoria de estatal, ou até mesmo um cargo no conselho político do governo, como reivindicou o PMDB  – com tanto ministério, diretoria de estatal e outros cargos, falar-se em defasagem de subsídio, beira ao cinismo criminoso, até porque, os interesses nos cargos são outros;

. o partido dos ministérios, sempre ele, na busca de mais espaço e poder, abriu briga com o “pt”, formando um bloco com outros partidos aliados, com o fim de beneficiar-se na formação do futuro governo; segundo reportagem de Denise Madueño, do Estadão, divulgada, no dia de hoje, no “Explorer”, “juntos, PMDB, PP, PR, PTB e PSC vão somar no próximo ano 202 deputados, 55 a menos do que a maioria absoluta dos 513 parlamentares da Casa. Com esse número de parlamentares liderados pelo PMDB, Dilma terá, obrigatoriamente, de negociar com o 'blocão' para conseguir aprovar projetos de seu interesse e reformas constitucionais” - reforma constitucional é algo que se pode considerar como perigoso na mão dos petistas, até porque, alcançado o seu objetivo, o partido dos ministérios provavelmente retornará para o seu cotidiano, salvo repentinos anseios de aumento de poder;

. investimentos anunciados para 2011, da ordem de R$ 51,44 bilhões, contra despesas, só no executivo, para o mesmo período, de 153,8 bilhões – o Ministério do Anedotário começa, realmente, a ganhar espaço.

. e, por fim, eleita retorna para degustar apetite dos aliados por ministérios, pelo menos 16 pastas, e tome relações incestuosas - já falávamos em matéria passada, que o País poderia ser administrado com apenas 11 ministérios; já estamos na casa dos 30 e ainda querem mais, eita nóis; a perdurar essa fome é bem provável que o anunciado aumento do bolsa família a eles, aliados, se destine.

A última piada vem do Superior Tribunal Militar que, passadas as eleições, por 10 votos a 1, autorizou, em plenária, sem restrições, o acesso ao processo penal instaurado em 1970, contra a eleita e outras, quando aquela militava em movimentos contrários ao regime militar, destacando-se, entre argumentações várias, “que uma pessoa que quer servir o País não pode querer que fatos históricos ligados à sua vida sejam subtraídos da informação do povo” (Mariângela Gallucci, estadao.com.br) – e porque só agora, pergunta-se?

Enquanto de tudo ocorre nas terras de além país (pindorama, o seu nome), noticia-se que, no Rio de Janeiro, oito pessoas morrem por dia a espera de leito em CTI do Estado ou 776 nos últimos três meses.

Brasília, realmente, um outro País.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Temporão

Não sabemos se por causa do posicionamento do PMDB, acerca de Ministro “barriga de aluguel” (reportagem anterior intitulada “Partido dos Ministérios”), ou por rompantes cirianos gomes, em terras de além mar, ou por esquecimento das palavras da eleita, e ainda de práticas do governo lula, o Ministro da Saúde, o Sr. Temporão (que, pelo posicionamento do PMDB, parece ser um “infiltrado” naquele Partido), descarregou o verbo criticando aqueles que sustentam uma gestão melhor para a saúde (palavras de campanha da candidata eleita, e abordada em matéria anterior intitulada “Prenúncio do Engodo”), condenando, ainda, os desvios dos recursos da saúde para fazer superávit primário (governo lula, ano de 2007,  matéria “Prenúncio do Engodo”). A turma parece que não se entende.

Ficamos por aqui, segue a reportagem:

“Por Tânia Monteiro, enviada especial de O Estado de S.Paulo, estadao.com.br, Atualizado: 9/11/2010 12:15
Temporão defende necessidade de mais recursos para Saúde
MAPUTO (Moçambique), 9 - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu a necessidade de mais recursos para o setor e rebateu os argumentos, que chamou de 'ladainha' e 'lenga-lenga', de quem alega que o que falta ao setor é uma gestão melhor. Nas últimas semanas, cresceu a discussão sobre a volta da CPMF para financiar a saúde que, segundo Temporão, precisa de algo em torno de R$ 50 ou R$ 60 bilhões.
Para o ministro, 'existem algumas vozes, para mim, minoritárias, e isso é positivo, que vêm com a velha ladainha, lenga-lenga, de que a saúde precisa de mais gestão'. E prosseguiu: 'Acho esse argumento desmoralizante. Ele não se sustenta. Quem fala isso fala de cima de seus magníficos planos de saúde e acha que o povo tem que ter uma saúde de segunda categoria.'
Temporão condenou os desvios ocorridos no passado com os recursos da CPMF, para fazer superávit primário pela área econômica e tapar outros buracos do orçamento. 'Qualquer solução que venha a ser implementada tem que romper radicalmente com o que aconteceu com a CPMF, onde foi vendida à sociedade brasileira uma solução para o financiamento e se revelou que essa solução não resolveu absolutamente nada. Os recursos foram desviados', declarou o ministro, que está em Maputo, acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem oficial a Moçambique.
O importante, na opinião do Temporão, é que a sociedade, neste momento, voltou a discutir a necessidade de existirem novos recursos para o setor de saúde. Ele acha também que o Congresso, ao estabelecer novas fontes de financiamento, tem de estar atento para não deixar brechas que permitam que os recursos sejam desviados para outras áreas, como aconteceu no passado. 'Essa é uma discussão legítima e justa. Tem gente que é radicalmente contra a criação de um novo imposto; gente que é a favor. O que eu defendo é que isso seja debatido de maneira bastante ampla pela sociedade brasileira. O que não podemos é correr o risco de manter a saúde como está e alegar que precisa de mais gestão', disse.
Questionado se não seria um problema de gestão sim, seja da área econômica, da Fazenda, que desviou os recursos para cobrir outras despesas, o ministro afirmou: 'O que nós queremos para o SUS é que seja universal, de qualidade, que possa atender a todos que queiram utilizar este sistema. Para isso, não tem jeito. Tem que botar mais dinheiro, e não é pouco. Não estamos falando de mais R$ 10 bilhões. Estamos falando de mais R$ 50 bilhões, R$ 60 bilhões, pra resolver o problema da saúde. Essa é a equação que tem que ser enfrentada pela sociedade, pelo novo Congresso Nacional e pela nova presidente (eleita) Dilma Rousseff'.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Partido dos Ministérios

E tome falta de vergonha, como já falávamos em linhas passadas, acerca do partido dos ministérios.


Segue a reportagem:

"Por AE, estadao.com.br, Atualizado: 9/11/2010 9:02

PMDB pede seis ministérios e quer indicar nomes

O PMDB bateu o martelo e quer manter o mesmo espaço no governo de Dilma Rousseff. A decisão do partido foi reforçada anteontem à noite pelo vice-presidente eleito, Michel Temer, durante jantar, no Palácio da Alvorada, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora. O PMDB comanda hoje seis ministérios.
No encontro, Temer defendeu a tese de que os partidos ocupem no futuro governo o mesmo espaço que têm hoje. Dessa forma, avalia o vice-presidente eleito, o novo governo continuaria 'arrumado' e seria colocado um ponto final nos pleitos dos partidos aliados por mais ministérios. Os peemedebistas argumentam que, se for para reivindicar mais espaço, o PMDB teria agora direito a ter mais ministérios, uma vez que participaram da vitória de Dilma, com a eleição de Temer em sua chapa presidencial.
Ao concordarem em manter o mesmo espaço no futuro governo, os peemedebistas deixaram claro que as indicações para os cargos serão feitas exclusivamente pelo partido. O PMDB não vai aceitar o que chama de 'barriga de aluguel' no governo Dilma - ou seja, a nomeação de um ministro na cota do partido, mas, na prática, uma indicação do presidente da República. É o caso, por exemplo, do atual ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Apesar de ser do PMDB, ele sempre foi considerado uma indicação pessoal do presidente Lula. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo."

domingo, 7 de novembro de 2010

Prenúncio do Engodo

Em matérias anteriores, já comentávamos a respeito da intenção da candidata vitoriosa, em ressuscitar a famigerada CPMF (conhecida como imposto do cheque), extinta no ano de 2007, por pressão popular. E isso, em que pese críticas que nos foram dirigidas, por alguns interlocutores, e a “fala de campanha” que então intitulamos de “ovo na galinha”: sustentava, repetidamente, a então candidata que os “fabulosos” recursos do pré-sal (seriam alocados em um fundo), destinar-se-íam à saúde, educação, infra-estrutura e outros.

É interessante lembrar e frisar que após a extinção daquela “contribuição provisória” (que o “governo lula” pretendia prorrogar), o governo experimentou recordes de arrecadação tributária (aumento da carga fiscal), e nem por isso se viu ou se sentiu melhoras na saúde, com os repasses federais respectivos  - patamar mínimo de7% da receita da União (quando da campanha presidencial, o candidato derrotado comprometera-se a aumentar o repasse federal para 10%; a candidata vitoriosa, por sua vez, referindo-se ao tema por linhas transversas, limitava-se, sempre, ao exercício de futurologia, reportando-se, repetitiva e cansativamente, aos fundos que seriam criados com os recursos do pré-sal, omitindo-se, por razões evidentes, as reais intenções.

Em reportagem de Cristiane Jungblut (O Globo de 05.11.), recuperando-se a memória do último ano de arrecadação da CPMF, lá se informa que entraram nos cofres públicos cerca de R$ 50 bilhões sob essa rubrica; já a arrecadação tributária, se viu na ordem de R$ 417,99 bilhões no ano de 2007; no ano seguinte, sem a CPMF, subiu para R$ 463 bilhões, prevendo-se, para 2010, R$ 521,46 bilhões e, para 2011, R$ 631,99 bilhões.

Como o governo preferiu, ainda segundo a reportagem, utilizar parte do dinheiro arrecadado para fazer superávit primário (à semelhança do que fez com a capitalização da Petrobras, fechamento de contas do governo), fica claro do porque um bebê de 20 dias morrera à espera de cirurgia cardíaca em Goiás (fato que já informáramos em matéria anterior); segundo a reportagem da época (22.09.10, O Globo, pág. 15), o bebê morrera porque os médicos suspenderam as operações, por questões financeiras, ou seja, suspenderam as operações em sinal de recusa ao valor pago pelo SUS.

De um lado, política criminal de saúde sem interesse com a vida; de outro, omissão profissional do mesmo jaez: criminosa.

Em sua campanha, a candidata vitoriosa declarou que iria melhorar a gestão de recursos. Agora, mal divulgado o resultado das eleições presidenciais, a melhora da gestão dos recursos passa pelo provável retorno daquele “imposto”, com aval da presidente eleita e do seu criador, a uma articulação dos governadores do PSB, cuja ação combinada com os mesmos ajudará “a evitar o desgaste direto da presidente eleita de propor a criação de um imposto na pauta política dos primeiros meses de governo” (reportagem de Gerson Camarotti, O Globo, 05.11).  E a eleita, por sua vez, antes da reunião com o Presidente do PSB, já teria, por questões políticas, se pronunciado favorável aos anseios dos governadores, donde não se esperar, pois, nenhum veto, caso o assunto tome rumo (início das barganhas políticas, das relações incestuosas, antes mesmo do início do novo governo; o anseio dos governadores é o de aplicar parte desses recursos na saúde, e não a sua totalidade).

E o tema já começa a prosperar, com a manifestação do Senado, do chefe do clã Sarney. Veja-se a reportagem do Estadão:


“estadao.com.br, Atualizado: 5/11/2010 14:44
Sarney admite possibilidade de Congresso recriar CPMF
BRASÍLIA - A defesa de alguns governadores eleitos e do próprio presidente do PSB e senador eleito, Eduardo Campos (PE), da volta da cobrança da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) repercutiu no Senado. O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta sexta-feira, 5, que apesar de a presidenta eleita, Dilma Rousseff, ter dito que não pensa em qualquer proposta neste sentido nada impede que o Congresso tome a iniciativa.
'Isso não impede que aqui dentro das casas do Congresso tenha a iniciativa parlamentar restaurando a CPMF', disse Sarney. Ele acrescentou que a primeira alteração neste sentido já foi apresentada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).
O líder do Democratas, Antonio Carlos Júnior (DEM-BA), por sua vez, ponderou que com uma oposição numericamente mais fraca em 2011, os parlamentares terão que 'jogar pesado' para evitar que a iniciativa prospere. 'Vamos trabalhar para segurar', acrescentou o parlamentar. A criação da Contribuição Social de Serviços (CSS), que tramita na Câmara, nada mais é do que a recriação da CPMF, destacou o democrata.
'Todos sabemos - e a própria presidenta eleita parece pensar o mesmo - [a necessidade] de uma reforma no sistema tributário nacional, que desonere a produção e prestação de bens e serviços e que fortaleça o pacto federativo. O Brasil não precisa de mais impostos', ressaltou o líder do DEM.
O vice-líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), qualificou de 'escabro e escárnio' qualquer tentativa dos governadores ou da presidenta eleita de levar adiante a ideia. Com a mesma avaliação do colega do DEM, de a oposição trabalhar com um bloco bem mais reduzido - no Senado, o número de parlamentares contrário ao governo cai de 33 para 22 - Dias afirmou que esses partidos terão que se desdobrar para conseguir uma dissidência na base governista que impeça o andamento da matéria.
Fonte: Agência Brasil”

É, pois, o prenúncio do engodo, de um novo estelionato eleitoral, de um governo que ainda nem começou.

Na mesma balada, afirmação da eleita de que a educação não será nenhuma de suas prioridades, em função dos dados divulgados pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) (reportagem de capa de "O Globo", 05.11).

Na reportagem consta que “o Brasil subiu quatro posições no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), das Nações Unidas, passando do 77º para o 73º lugar no ranking, entre 169 países. O pior desempenho foi o da educação, que passou a ser apurado pela média de anos de estudo e pela expectativa de escolaridade. Antes, era pela taxa de analfabetismo e matrículas nos três níveis de ensino. Pelo novo critério, o Brasil tem hoje a mesma média de anos de estudo que o Zimbábue, o país africano com o pior IDH do mundo.”

Com alteração ou não de critério, em setembro passado já editáramos matéria informando sobre os altos índices de analfabetismo em milhares de municípios do País, crescente nos oito anos de “governo lula”, com o que se demonstrou o real desinteresse federal na matéria. É mais do que provável que os recursos da educação, como os da saúde, tenham sido aplicados para fazer superávit primário, ou tenham seguido outro destino.

A respeito da educação, observe-se que o atual, em fala para educadores, quando em campanha para reeleição, disse que “se a gente não cumprir, é porque houve fatores extraterrestres que não permitiram que cumpríssemos” (Edição 433 da revista Época):


 | Edição nº 433

ESPECIAL
A nota dele foi 5,2
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, falou a uma platéia de educadores sobre as promessas feitas por ele na campanha presidencial de 2002. Lula deu novas explicações para justificar por que um político nem sempre honra a palavra. "Se a gente não cumprir, é porque houve fatores extraterrestres que não permitiram que cumpríssemos", disse o presidente”

Para refrescar a memória, abaixo vídeo obtido no ”youtube”, tema “educação”, debate Serra x Lula, na Globo (campanha de 2002), no qual se verifica que as bravatas lulescas, além de permanecerem inalteradas no tempo, passaram para o vocabulário diário e comum da eleita:

video

Tem-se, pois, que educação não é prioridade, e ainda se fala na criação de um novo Ministério (o das micro e média empresas, talvez mico)  e de uma nova diretoria rural na CEF: prenúncio, pois, do engodo, entre outras despesas. E, no que toca a despesas, já que não se tem medida, seria, também, interessante, como já sugerimos em matéria anterior, criar-se o Ministério do Anedotário diário; pretendentes e capazes para a “pasta", não faltam, encontram-se a rodo.


Enquanto isso, buscando seus dois minutos de fama, surfando e delirando na onda vermelha,


alguém (promotor ou procurador, não sabemos ao certo), dos quadros do Ministério Público Federal de São Paulo, anuncia a propositura de ação civil, contra pretensos torturadores do governo militar, sob o argumento de que a decisão do Supremo Tribunal, “que reafirmou a validade da Lei da Anistia, não impede ações de responsabilidade civil de casos ocorridos durante a ditadura” (reportagem de Sérgio Roxo, O Globo, 05.11).  Entre as vítimas citadas na ação, para fins de reparação, encontra-se a candidata eleita.

Poder-se-ía, até, ter como séria a iniciativa, se nela se contemplasse os integrantes dos grupos Colina, Palmares, MR8 e outros obscuros, do qual a eleita participou ativa e efetivamente, junto com mais alguns que flanam pelo País, como distintos cidadãos e se procurasse e obtivesse, no Superior Tribunal Militar, a liberação (e finalização) do processo lá em curso contra a candidata vitoriosa, algo (conhecimento do processo) recentemente negado à Folha da Manhã, por decisão do Supremo (questão de natureza processual; justiça, porém, deve ser feita, vale ler a decisão da Ministra Carmém Lúcia, na Ação Cautelar 2727, a respeito dos fatos envolvendo o mencionado processo). 

Como a turba, além de crimes de guerrilha e tortura, também praticou, para atingir os seus objetivos, crimes comuns (assassinato de militares e de civis), a mesma “pena” (tinta) do MPF a eles deveria ser dirigida, sob pena de tal iniciativa cair no descrédito, no ridículo e no desrespeito que, de momento, mais se apresenta como modo pensado de se deturpar a lei da anistia, ou minutos de fama e falta do que fazer; aproveitamento do médio índice eleitoral vermelho.

E não para por aí: na educação, provas do ENEM trazem cartão de respostas invertendo a ordem das provas; no que se refere às contas do governo, Lula deixa conta de R$ 50 bilhões, a ser paga pela eleita, no próximo ano de 2011 (matéria de capa de "O Globo", de 07.11); curiosamente, o mesmo valor arrecadado no último ano de existência da CPMF.

2011, pois, prenúncio do engodo e de mais um estelionato eleitoral, que nem a fala do atual, em 05.11, merece algum destaque de nossa parte, já que o pleito eleitoral, por parte da "situação", se viu maculado por ofensas à legislação.



E recebemos, por e-mail, a imagem abaixo (babalulaxá), com a seguinte mensagem:
"O Céu não o quis e o enviou para mim.
Eu também não o quero, por isso o envio para você...."





quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Governo Eleito

Governo eleito, na continuidade do atual, eleito, a nosso ver, “sem legitimidade”.


Quando falamos “sem legitimidade”, não falamos em voto, no exercício “democrático” do voto, falamos nos crimes perpetrados pelo “Führer” atual desde 2007, e que levaram a esse ponto.


Série de crimes que teve lugar (crimes de responsabilidade e eleitoral, crimes de ordem das leis de conteúdo administrativo e até de ordem geral, como a liberação de recursos em campanha, a juros mais baixos do que aqueles pagos pelo governo aos bancos) e não ouvimos ou escutamos nenhuma voz ou movimento a respeito.


Uma campanha com ofensa de toda ordem à legislação vigente, cujo resultado demonstrou ser este um País chegado aos carinhos da bandidagem, dos aproveitadores e espertos do troco do cafezinho, que se vão do boteco felizes por terem enganado o dono da birosca, entre outras alegrias momentâneas.


O País está entregue aos ideais de poder eterno, e não mais nos referimos ao “Führer”, ao sistema financeiro e ao de bens de capital, nem à classe média e aos “bolsistas”, mas aos papalvos.


O quadro abaixo, extraído do “site” do TSE, esclarece o que estamos falando:







 

Seções: 400.001
Seções Apuradas: 400.001 (100,00%)
   
Eleitorado: 135.804.433
Apurado: 135.803.366 (99,99%)
Abstenção: 29.197.152 (21,50%)
Comparecimento: 106.606.214 (78,50%)
   
Votos: 106.606.214
Brancos: 2.452.597 (2,30%)
Nulos: 4.689.428 (4,40%)
Válidos: 99.463.917 (93,30%)

Seq.
Nº Cand.
Nome Candidato
Partido / Coligação
Qtde. Votos
1
13
* DILMA
PT - PRB / PDT / PT / PMDB / PTN / PSC / PR / PTC / PSB / PC do B
55.752.529 (56,05%)
2
45
JOSÉ SERRA
PSDB - PTB / PPS / DEM / PMN / PSDB / PT do B
43.711.388 (43,95%)

* Eleito

O País entrou em espiral dicerniano que não sabemos onde dará; o que hoje sabemos são os primeiros passos para a perpetuação no poder; o País da estrela vermelha, da banda podre partidária.


E o “Führer” atual já começou a se intrometer na futura gestão, vetando “nomes” para determinados cargos, para que não façam “sombra” ou prejudiquem a candidata “vitoriosa” (mande-se o Palocci para a pasta da saúde); o partido dos “ministérios” já deu as caras, brigando pela manutenção da atual “fatia do bolo” e reclamando por outras fatias (as famosas relações incestuosas, “PMDB desafia PT e diz que não cederá ‘um milímetro’”, manchete de hoje de O Globo), já se começa a falar na criação de mais um ministério, entre os inúteis que já foram criados, qual seja, "o das micros, pequenas e sub-médias empresas” (mesma reportagem) e, na insanidade do momento festivo, já se aventou a hipótese do retorno do atual, após os próximos quatro anos.


País, pois, dos interesses pessoais difusos e obscuros, dos que não têm sentimento de nação, cujo governo eleito, pelo modo que foi eleito, nos permite afirmar “não ter legitimidade”.