Páginas

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Mensalão - João Paulo Cunha/SMP&B III ...


Condenação pendente, continuação ...

Já conhecidos os votos de 10 ministros, a sessão de hoje – 30 de agosto – tinha a sua importância já acentuada na parte inicial, com o esperado voto do Presidente da Corte, no tocante ao encerramento/julgamento do tópico apelidado de “núcleo operacional”, “núcleo publicitário”, após o que seria dada continuidade ao processo com a apresentação do voto do relator relativo ao tópico Gestão Fraudulenta – Banco Rural – que já avançou boa parte na sessão de hoje, envolvendo, entre outros, os empréstimos fictícios ao PT e a Marcos Valério, seus sócios e empresas.

Quanto ao voto do Presidente da Corte, Ayres Britto, este acompanhou integralmente o entendimento do relator Joaquim Barbosa, com o que, por maioria de votos – 6 ministros -, se condenou a João Paulo Cunha por crime de “lavagem”, o que lhe renderá, no mínimo, mais 3 anos de reclusão, cumprindo, assim, os possíveis 9 anos em regime fechado.

E isto independentemente de a ministra Rosa Weber ter se reservado para futura manifestação – quando o Relator abordar o tópico “lavagem” – e de ter o revisor tentado evitar a proclamação do resultado quanto ao referido crime, no que foi acompanhado de forma mais comedida pelo ministro Marco Aurélio.

Se não houver “graça” por parte de algum ministro, o quadro processual/penal em relação aos réus ora julgados, que já me surpreende, se apresenta como segue:

-1 Caso Câmara dos Deputados – Contrato com a SMP&B

João Paulo Cunha

Corrupção passiva
Peculato (SMP&B)
Peculato
(IFT)
Lavagem de dinheiro
Condenação
9 ministros
9 ministros
5 ministros
6 ministros
Absolvição
2 ministros
Lewandowski e Toffoli
2 ministros
os mesmos
6 ministros
Lewandowski, Rosa, Toffoli, Peluso, Gilmar Mendes e Celso Mello
4 ministros
Lewandowski, Toffoli, Peluso e M. Aurélio

No tópico lavagem, repita-se, a ministra Rosa Weber deverá abordá-lo em próximas sessões.

Portanto João Paulo Cunha foi condenado por:

.a) 9 ministros - J. Barbosa, Rosa Weber, Fux, Carmem Lucia, Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso Mello e Ayres Britto - quanto ao crime de corrupção passiva;
;b) 9 ministros - J. Barbosa, Rosa Weber, Fux, Carmem Lucia, Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso Mello e Ayres Britto - quanto ao crime de peculato (subcontratações da SMP&B no contrato com a Câmara dos Deputados);
.c) 6 ministros - J. Barbosa, Fux, Carmem Lucia, Gilmar Mendes, Celso Mello e Ayres Britto - quanto ao crime de “lavagem”.

Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach

Corrupção ativa
Peculato (subcontratações SMP&B)
condenação
9 ministros
9 ministros
absolvição
2 - Lewandowski e Toffoli
2 -Lewandowski e Toffoli

Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach foram condenados pelos seguintes ministros: J. Barbosa, Rosa Weber, Fux, Carmem Lucia, Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso Mello e Ayres Britto.

2 – Caso Visanet – Desvio de recurso do fundo Visanet para empresas de Marcos Valério (DNA).

Henrique Pizzolato

Corrupção passiva
Peculato (Visanet)
Peculato
(Bônus de volume)
Lavagem de dinheiro
Condenação
Unânime
Unânime
Unânime
9 ministros
Absolvição



1 ministro
Marco Aurélio

No tópico lavagem, repita-se, a ministra Rosa Weber deverá abordá-lo em próximas sessões.

Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbvach

Corrupção
Passiva
Peculato
(Visanet)
Peculato
(Bônus de volume)
Lavagem
de dinheiro
condenação
Unânime
Unânime
Unânime
Unânime

Luiz Gushiken foi absolvido, por unanimidade, e por falta de provas, quanto ao único crime contra ele imputado: crime de peculato (visanet).

Encerrada esta fase do julgamento, seguiu-se com a leitura do voto do relator quanto ao crime de gestão fraudulenta no Banco Rural, apelidado de “núcleo financeiro”, pelo qual já se adiantou os espúrios e fictícios  empréstimos ao PT, avalizados por Delúbio Soares, incluindo Marcos Valério, suas empresas e a sua turma da propaganda e mais a turma do Banco Rural.

O julgamento será retomado na próxima segunda, onde se espera o encerramento do voto.

Despedindo-se ao final da sessão, em agradecimentos às palavras do ministro Ayres Britto, o ministro Peluso deixou um recado para a Corte, que soa como complemento de outro: ontem disse aos ministros que o Supremo  reverenciasse a leihoje que os ministros prestigiassem o Supremo.


Espero que adotem as palavras do que se vai.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mensalão - João Paulo Cunha/SMP&B II ...



Com a votação de ontem no Supremo, computados os votos de mais quatro ministros - Cesar Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso Mello - já se pode afirmar das primeiras e definitivas condenações e absolvições, no chamado "núcleo publicitário", como segue:

- Condenações:

1. Caso do favorecimento da SMP&B em contratos com a  Câmara dos Deputados, desvio de verba:

a) João Paulo Cunha - apesar de absolvido pela dupla Lewandowski/Tófolli - condenado pelos crimes de corrupção passiva e peculato, por votos de 8 ministros -  Joaquim Barbosa (relator), Rosa Weber, Fux, Carmem Lúcia, Cesar Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso Mello;

b) Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach - apesar de absolvido pela dupla Lewandowski/Tófolli - condenados pelos crimes de corrupção ativa e peculatopor votos de 8 ministros -  Joaquim Barbosa (relator), Rosa Weber, Fux, Carmem Lúcia, Cesar Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso Mello.

2. Caso Visanet, desvio de verba do fundo Visanet (BB) para empresa de Marcos Valério (DNA) e bônus de volume:

a) Henrique Pizzolato, Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach condenados pelos crimes de corrupção ativa (o primeiro) e corrupção passiva (os demais) e todos eles pelo crime de peculato (desvio de verba do Visanet e bônus de volumes) por votos dos 10 ministros - Joaquim Barbosa (relator), Lewandoski (revisor), Rosa Weber, Fux, Tóffoli, Carmem Lúcia, Cesar Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso Mello;

b) Henrique Pizzolato ainda foi condenado por crime de lavagem de dinheiro, por 8 ministros - Joaquim Barbosa, Lewandowski, Tóffoli, Carmem Lúcia, Cesar Peluso, Gilmar Mendes e Celso Mello - absolvido por Marco Aurélio, pendente o voto da Rosa Weber, que deverá se manifestar quando do julgamento do chamado "núcleo financeiro", no próximo episódio da "saga, seguindo-se a dosimetria da pena.

O Ministro Cesar Peluso que, para profunda tristeza, deixará a Corte por conta de ilógica aposentadoria compulsória no meio de um julgamento, lembrando que o Supremo deve reverenciar a Lei, antecipou o seu decreto condenatório:

1. João Paulo Cunha, crimes de corrupção passiva e peculato (caso SMP&B): 6 anos de reclusão em regime semi-aberto e multa de R$ 62.200,00 (100 dias-multa no valor de 1 salário mínimo) mais a perda do mandato;

2. Marcos Valério, crimes de corrupção ativa e peculato (casos SMP&B e Visanet): 16 anos de reclusão em regime fechado e multa de R$ 447.840,00 (240 dias-multa no valor de 3 salários mínimos);

3. Ramon Hollerbach, crimes de corrupção ativa e peculato (casos SMP&B e Visanet): 10 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado e multa no valor de R$ 354.540,00 (190 dias-multa no valor de 3 salários mínimos);

4. Cristiano Paz, crimes de corrupção ativa e peculato (casos SMP&B e Visanet): mesma condenação de Ramon Hollerbach;

5. Henrique Pizzolato, crimes de corrupção passiva e peculato (casos SMP&B e Visanet): 8 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado e multa no valor de R$ 83.970,00 (135 dias-multa no valor de 1 salário mínimo).

Estabelecidos, assim - confesso, para minha surpresa -, os primeiros Podres dos Trapaceiros.

- Absolvições:

1. João Paulo Cunha do crime de peculato envolvendo a contratação da IFT - Idéias Fatos e Textos, por votos de 6 ministros - Lewandoski, Rosa Weber, Tófolli, Cesar Peluso, Gilmar Mendes e Celso Mello - contra os votos do relator Joaquim Barbosa, Fux, Carmem Lúcia e Marco Aurélio;

2. Luiz Gushiken, absolvido do crime de peculato pelos votos dos 10 ministros.

- Condenação pendente:

1. João Paulo cunha por crime de lavagem de dinheiro (caso SMP&B), que já conta com 5 votos pela condenação - Joaquim Barbosa, Fux, Carmem Lúcia, Gilmar Mendes e Celso Mello - cuja definitiva condenação depende do voto de logo mais do Presidente da Corte, Ayres Britto, que encerrá "esse capítulo da denúncia".

Bom, o "recado" que se encontra em curso - ao que parece - é o da irrefutável existência do "mensalão", contra as idiotices criminosas - como empréstimos e caixa dois - então arrostadas pelos prófugos, que espero siga até final julgamento, com as conseqüências daí decorrentes. 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Mensalão - João Paulo Cunha/SMP&B ...



Ontem, o episódio vespertino da Saga do Mensalão, foi de certo modo agradável para quem cultua os princípios.

Seguindo-se o julgamento quanto às acusações envolvendo os casos de favorecimento da SMP&B em licitações na Câmara dos Deputados – João Paulo Cunha - e Visanet, votaram quatro Ministros, iniciando-se com o mais novo na Corte, ou seja, Rosa Weber seguindo-se Fux, Toffóli e Carmem Lúcia.

As acusações que pesam contra João Paulo Cunha, já registradas em passagens anteriores, dizem com os seguintes crimes:

- corrupção passiva: recebimento de R$ 50.000,00 por parte de Marcos Valério;
- peculato: 99,9% de subcontratação dos serviços da SPM&B a terceiros;
- peculato: contratação e pagamento a IFT – Idéias Fatos e Textos – por serviços não realizados;
- lavagem de dinheiro: como decorrência dos dois crimes antecedentes.

Acompanhando integralmente o voto do Relator, ministro Joaquim Barbosa, manifestaram-se os ministros Fux e Carmem Lúcia.

Já a ministra Rosa Weber apenas acompanhou o Relator nos crimes de corrupção passiva e peculato – subcontratações -, absolvendo o réu João Paulo Cunha, no crime de peculato envolvendo a contratação da IFT. Quanto à lavagem de dinheiro, reservou-se para futura manifestação.

Quanto ao impedido, que ainda não se declarou impedido, ou seja, o Toffóli, “elaborou” voto praticamente idêntico ao do revisor ministro-advogado, pelo menos nas partes em que fez a leitura, culminando – o que não foi nenhuma surpresa – com a absolvição do João Paulo Cunha, quanto a todos os crimes então imputados e, por óbvia extensão, na absolvição dos crimes de corrupção ativa e peculato, de que foram acusados Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach.

Ao final desta etapa da votação o Relator cuidou de desconstituir as alegações de absolvição dos réus.

Quanto ao caso Visanet – desvio de verba do fundo Visanet para a DNA de Marcos Valério – todos os Ministros que ontem votaram acompanharam integralmente o Relator - que também já fora seguido pelo revisor – condenando os réus nos crimes então imputados:

- corrupção passiva, peculato (visanet) e peculato (bônus de volume),  Henrique Pizzolato, Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach.

Henrique Pizzolato também foi acusado de lavagem de dinheiro, sendo, por este crime, condenado pelos ministros Fux, Toffóli e Carmem Lúcia. A ministra Rosa Weber reservou-se para futura manifestação, tal como no caso do João Paulo Cunha.

Amanhã, dia 29, a saga continua com a apresentação dos votos dos ministros Cesar Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello. Por último virá o do Presidente da Corte, Ayres Britto.

Em resumo, o tópico da denúncia apresentado pelo Relator para julgamento encontra-se conforme segue:

-1. Caso SMP&B, facilitação em licitações na Câmara dos Deputados:

.a) réu João Paulo Cunha:
.a1) condenado pelos crimes de corrupção passiva, peculato (subcontratações da SMP&B), peculato (contratação da IFT) e lavagem dinheiro pelos ministros Joaquim Barbosa – relator - Rosa Weber (menos o caso IFT e lavagem de dinheiro), Fux e Carmem Lúcia (4);
.a2) absolvido integralmente pelo revisor e pelo ministro Toffóli (2);
.a3) absolvido do crime de peculato - IFT - pela ministra Rosa Weber, que se reservou para futura manifestação quanto ao crime de lavagem de dinheiro;

.b) réus Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach :
b1) condenados pelos crimes de corrupção ativa e peculato pelos ministros Joaquim Barbosa – relator - Rosa Weber, Fux e Carmem Lúcia (4);
.b2) absolvidos integralmente, por óbvia extensão, por Lewandowski e Toffóli (2).

-2. Caso Visanet – desvio de verba para DNA de Marcos Valério:

.a) réus Henrique Pizzolato, Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach:
.a1) condenados por todos ministros que até agora votaram (6) – Joaquim Barbosa, Lewandowski, Rosa Weber, Fux, Toffóli e Carmem Lúcia – pelos crimes de corrupção passiva, peculato (desvio de verba da Visanet) e peculato (bônus de volume); salvo mudança de voto até final julgamento desta parte, já se tem as primeiras condenações no “mensalão”, porquanto já se alcançou a maioria dos ministros;  

.b) réu Henrique Pizzolato:
.b1) condenado pelos ministros (5) Joaquim Barbosa, Lewandowski, Fux, Toffóli e Carmem Lúcia, pelo crime de lavagem de dinheiro; quanto a este, a ministra Rosa Weber se reservou para futura manifestação;

.c) réu Luiz Gushiken:
.c1) absolvido dos crimes imputados - falta de provas - por todos ministros (6); primeira absolvição, pois, caso, também, não haja mudança de voto.

É isso aí, amanhã novo episódio, que prenuncia bom bate boca na Corte, já que o ministro Peluso, segundo se cogita, pretende expor o seu voto na íntegra, quanto a todos os pontos da acusação, contra o que se opõem os ministros Marco Aurélio e Lewandowski.

Espero, independentemente do "gosto pelas palavras e holofotes", que o Supremo reverencie o que tanto arrosta nos pronunciamentos dos seus "togados".

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Mensalão - Barbosa x Lewandowski ...



A saga do mensalão retorna logo mais, com o prosseguimento do embate entre o relator e o revisor (aquele com pretensões a prima donna e que proferiu um voto que mais parecia sustentação oral da defesa), o que já fora anunciado na sessão passada.

Em seguida, na forma do cronograma divulgado pela Corte, será a vez de se conhecer as posições dos demais Ministros quanto ao que já foi votado pelos "expoentes" do julgamento.

Como, já se vão alguns anos, se "brinca diariamente de democracia", faltando apenas a bola, a cerveja e a "carne" para completar o "programa da tarde", resta aguardar para ver o que sairá das demais "cabeças pensantes".

sábado, 25 de agosto de 2012

Em tempos de campanha ...


 

 Bêbado culto... 

Um político que estava em plena campanha chegou a uma cidadezinha, subiu em um caixote e começou seu discurso:
CompatriotascompanheirosamigosNos encontramos aqui convocados, reunidos ou ajuntados para debatertratar ou discutir um  tópicotema ou assunto, o qual é transcendente, importante ou de vida ou morteO tópicotema ou assunto que hoje nos convocareúne ou ajunta, é  minha postulaçãoaspiração ou candidatura à Prefeitura deste Município. 

De repente, uma pessoa do público pergunta:

- Escute aqui, por  que o senhor utiliza sempre três palavras para dizer a mesma coisa?

O  candidato responde:

- Pois veja, meu senhor: A primeira palavra é para  pessoas com nível cultural muito alto, como poetas, escritores, filósofos etc.  A segunda é para pessoas com um nível cultural médio como o senhor e a maioria  dos que estão aqui. E a terceira palavra é para pessoas que têm um nível  cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele bêbado ali jogado na  esquina.

De imediato, o bêbado se levanta cambaleando e  responde:

- Senhor postulanteaspirante ou candidato! (hic) O fatocircunstância ou razão de que me encontre (hic) em um estado etílico, bêbado  ou mamado (hic) não implicasignifica, ou quer dizer que meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou ralé mesmo (hic). E com todo o respeito,  estima ou carinho que o Sr. merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou ajuntando (hic), seus pertences, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se,  dirigir-se oir diretinho (hic)

à leviana da sua genitora,
à mundana de sua mãe biológica
ou à puta que o pariu!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

É nóis ...


- É NÓIS AÍ MANO, TÁ LIGADO! - 



Diz tudo ...


Mensalão, Lewandowski, Paulo Cunha, SMP&B



A sessão de ontem do Supremo, foi inteiramente dedicada à leitura do longo e cansativo, para não dizer, vergonhoso voto do Revisor quanto às acusações formuladas pelo MPF contra João Paulo Cunha, quando no exercício da presidência da Câmara dos Deputados, durante a qual teria recebido dinheiro para favorecer a SMP&B em licitações que ali seriam realizadas, o qual, ao final, mereceu do Revisor proposta de absolvição criminal, extensiva, por razões óbvias, à turma da propaganda.

Assistindo-se "à leitura do voto", tal como o ocorrido na questão de ordem que antecedeu ao início do julgamento, o voto mostrou-se mais um prolongamento das sustentações orais das defesas do que o posicionamento de um julgador propriamente dito, o que deverá render novo episódio, como antecipado pelo Relator, que já avisou reservará parte inicial da próxima sessão "para prestar esclarecimentos ao Revisor", por conta "das provas", o qual, por sua vez, disse que não participará da sessão, caso não possa rediscutir a sua posição com o Relator, no que chamou de tréplica - isto mais parece posição de advogados defendendo a seus clientes do que de magistrados ...

Do jeito que andam as coisas, o processo sugere contornos cujos únicos beneficiários serão os réus, no prenunciado eterno embate entre os "expoentes" do julgamento, prejudicando até o conhecimento do voto do Ministro Peluso, que deverá deixar a Corte nos próximos dias, por conta da compulsória aposentadoria.

Aliás onde reside ou residiria a lógica de se afastar um juiz, no meio de um julgamento, já com conhecimento do processo, por conta de uma aposentadoria compulsória que, por razões  também de lógica, não implica, automaticamente, na demência jurídica???

Aliás onde, também, reside ou residiria a lógica de um extenso voto do revisor de um processo para, simplesmente, acompanhar, ao seu final, o relator, como aconteceu na sessão do dia 22, relativamente ao caso Visanet??? Pretensões de prima donna???

- É NÓIS AÍ MANO, TÁ LIGADO! 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Mensalão, o filme ...


Mensalão, o filme, dirigido por Zénalha, é obra inspirada no livro do mesmo nome, escrito por Roubo Silva, cujos fatos se passam no imaginário País conhecido por República das Falcatruas e da Bufunfa, com pretensões a recordes de bilheteria, no qual se conta uma “história” da então fácil alegria de se lambuzar com o dinheiro alheio, que se fez comum naquele dito e imaginário País.
O filme já se inicia e se desenrola na apuração e julgamento dos fatos narrados no livro, com todos os embates típicos de “tribunais”, encontrando-se atualmente em cartaz.
Não fosse a realidade, poder-se-ía dizer: "Bom filme! Boa pipoca! É um excelente programa para uma tarde de sábado!"

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Mensalão - os 150 - passe cadeia ...



Já se vão alguns dias, a "briosa imprensa" escrita noticiou: "Tropa de 150 advogados vai tentar salvar os réus", com honorários, pode-se dizer, estratosféricos, fora da realidade.

Estratosférico porque, por aqui, tudo é estratosférico, basta ver, por exemplo, em relação a outras praças, a economia e o preço dos automóveis e da gasolina, mas isso é outro papo.

Deixando-se de lado a péssima "escrita da imprensa", com o "vai tentar", defenderia a turba gratuitamente, porquanto "não há preço" em reconhecer o crime dos "clientes" e ajudá-los com o "passe cadeia".

Mas aqui, com minha sinceridade, a turma dos 11 me destituiria, nomeando outro para defesa dos réus, já que precisariam de alguém que pugnasse por sua inocência, participando do "teatro", tal qual o personagem que lhe fosse atribuído. Mas seria engraçado: "O cliente declara-se culpado, confessa o crime!"

Os "150" lembram os "300 de Esparta", só que, por estes, Leônidas e Xerxes, Xerxes e Leônidas, tratava-se de honra e glória, sobrevivência e subsistência; no caso dos "150", tudo ou qualquer coisa pode ser dito ou dita ... 

Mas, por que raios se precisa de uma tropa de 150 para a defesa de reles bandidos, quando o energúmeno, no processo com o Landi, que corre na vara federal de Brasília, a pretexto do desconto em folha de empréstimos para aposentados, dirigidos aos Bancos BMG e Rural, é defendido pela AGU (?)? (o processo é de 2011). Porque gastar-se tanto com "profissionais de estirpe"?

Interessante, por sinal, ao início do julgamento, em sua primeira sessão, o presidente das togas superiores agradecer a presença de Advogados Dativos convidados pela Corte e da Defensoria Pública, com sua trupe, capitaneada pelo Defensor Público da União, com o fim de assegurar a plena e total defesa dos acusados???!!!

"Pra que isso", e qual a razão de uma turba profissional quando, pouco deles, na tribuna das togas pugnou, com toda qualificação que se lhes aponta inerente, que a peça acusatória não passava de mera peça de ficção, que não esclarecia, na "defesa" penal, a conduta dos acusados etc?! Se tão simples assim, porque "150"? Talvez, realmente, a peça acusatória seja sólida, e a "sociedade" não esteja tão desprotegida, cuja proteção dependerá do pessoal que veste as togas.

De qualquer forma, penso que assisto a um teatro ou a algo incompreensível; mesmo assim, apesar de cético, ainda acredito no respeito e deferência ao constitucionalismo, na limitação do poder e na supremacia da lei e, no feliz dos felizes, na entrega do "passe cadeia" aos "interessados", isso, sem considerar, claro, a prescrição, que já alcançou o crime de formação de quadrilha.  

Mensalão - Falta pouco ...



Não demora muito terá início o baile das togas, aquele em que cada um da turma dos onze (11) deitará os seus eruditos conhecimentos, conforme seja o estilo ou o gosto de cada um, vezes várias ininteligíveis na seqüência lógica e coerente das palavras, não só para "os mortais", como para "aqueles que acham que alguma coisa entendem".

E o baile terá início após o encerramento da fase de sustentação oral "das defesas", que já se avizinha, fase ainda em curso, caminhando para o seu final, na qual, não se conhecesse a origem, poder-se-ía dizer que todos são inocentes injustiçados, inclusive o "próprio" (aquele que não digo o nome, usurpador que é do nome de distinto cefalópode) afastado do viés processual, pela turma "suprema", com apoio do MPF. 

Posso dizer, por interesse mesmo em não provocar uma hecatombe na tênue sustentação das instituições, que teimam em sustentar-se na frágil e débil democracia, dia a dia vivenciada, vilipendiada em sua alma, com o concurso consciente e não consciente de uma turba de "aproveitadores".

E quem deveria mostrar caráter para não participar do baile, continua silente, talvez na presunção de que tantos outros deveriam seguir o mesmo caminho, vez que agraciados com a mesma "pena" do que aquele, no assento ou ao assento de um assento cujo significado, e único significado, é o de pacificar a prevalência das leis na manutenção dos princípios impostos pela sociedade, hoje, minoria.

O que espero da "ressaca final do baile", mesmo no meu contumaz ceticismo: reverência e deferência ao constitucionalismo, na sua essência, ou seja, limitação do poder e supremacia da lei.

Assim se constrói um País, uma Nação, uma Sociedade, um Povo, um Aglomerado que enxerga na honestidade de propósitos a sua própria evolução e a sua subsistência.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A velhinha de Caxias está indo a Brasília.

Então encaminhado por Pedro Henrique Bougleux, por e-mail; segue in memoriam:

 A velhinha de Caxias está indo a Brasília

Lembram da velhinha de 83 anos, de Caxias do Sul, que há poucos dias fuzilou um bandido que tentava roubá-la em sua casa? Maravilha! Dizem que ela está indo a Brasília.







  Vamos todos apoiar a viagem...

Luto ...

Retornando, hoje, ao blog e ao gmail, deparei-me com notas de falecimento do Pedro Henrique e sua esposa - blog Política - e do Pai do Laguardia -  blog Brasil, Liberdade e Democracia.
Notas que entristecem a alma e que permitem, apenas, compartilhar a dor.
Tenho certeza, na forma cultuada pelos antigos, que fizerem tranqüila "travessia" ao encontro do "Supremo".
Em respeito a eles, este blog ficará inativo por 7 dias.

sábado, 4 de agosto de 2012

Mensalão - PGR ...



Ontem o PGR, cumprindo o seu ofício, no rito processual, fez a leitura, mesmo que resumida, da peça acusatória contra um bando de 36 inomináveis, cultuadores do crime e da arte de enlamear a imagem do País, cuja associação criminosa exteriorizou-se nas eleições de 2002, visando a consumação do nefasto processo da perenidade do poder, claro, e evidentemente, envolvendo o energúmeno, que não foi levado ao processo, dizem, por instância própria do MPF e da turma dos 11, os do Supremo.

Deixando-se de lado a roubalheira alcunhada de "mensalão" o partido, "atualmente governista", com seus agregados nas demais esferas de poder, nestes quase 12 anos de "mágica sustentação" proporcionou, quicá, a maior folha corrida ou ficha criminal de que se tem notícia, na desfaçatez da certeza da impunidade.

Gostaria de ver o mesmo empenho na condenação dos demais crimes, quase que diários, praticados pelos inqualificáveis corruptos, dos quais não mais se falou.

Apesar de terminar a sua fala com pedido de imediato decreto prisional, após a decisão que disse esperar condenatória, não senti no PGR atual a mesma firmeza presente no anterior que então ofereceu a denúncia, o que pode ser mera impressão, como também pode ser mera impressão a de que estou assistindo a uma peça teatral, famélica.

De qualquer forma, segunda agora será a vez das sustentações orais das defesas, que deverá ocupar toda semana;  na seqüência, o  incógnito posicionamento das togas superiores, que espero, se traduza, na certeza suprema do encarceramento da quadrilha - independentemente da prescrição, que se avizinha, para o crime de formação de quadrilha - e que produza seus imediatos efeitos na recuperação do "fruto do roubo", e nos demais atos criminosos "ainda em aberto".

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Mensalão - Termina a incansável defesa do Revisor na questão de ordem; o processo será relatado logo mais ...




O processo, enfim, será relatado logo mais.
Amanhã teremos a fala do PGR.
No mais, Lewandowski perdeu-se nas suas aleivosias, com uma boa "porrada" do Barbosa e de outros.
Não sei se é sinal de bons sinais.
De qualquer forma, um novo capítulo.