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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Coisas das Minas Gerais ...

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Curriculum canino ...

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Senador Mário Couto solta o verbo ...


A matéria é da Revista Época:
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Da tribuna, o senador Mário Couto (PSDB-PA) acusou colegas parlamentares de enriquecerem ilicitamente e de se valerem do mandato para continuar impunes. Sem citar nomes, Couto acusou "muitos políticos, não são poucos, que hoje estão aqui sentados nessas cadeiras" de serem milionários e de responderem a 30, a 40, a 50 processos que não são julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Por que o Supremo não aproveita a grande oportunidade que tem na mão e faz uma limpeza nacional?", disse.
"Não é só o mensalão que existe no país, existe uma corrupção generalizada", afirmou. No entender do senador, o Supremo deveria fazer uma auditoria no patrimônio de deputados e senadores para saber de onde "saíram" esses bens. "Comparem, senhores ministros, aproveitem a grande oportunidade que o país está lhe dando, o país quer minimizar a corrupção neste Brasil inteiro".
Mário Couto disse que tem senadores donos de dez casas, de jatinhos, como o King Air, "que é a marca de um avião moderno que custa alguns milhões". "Tem senadores que têm televisão (emissora), tem jornal porque fizeram o seu patrimônio com o dinheiro do povo. É nisso que o Supremo tem de pôr a mão para a nação brasileira poder aplaudir o Supremo. O mensalão é uma pequena parte da corrupção generalizada neste país".
Couto disse ainda que, além dos bens que já citou, há senadores que moram em apartamento e casas luxuosas e que que tem "até dez famílias para manter". "Têm ainda 50 mil bois no pasto e nunca foram nada na vida. Não têm a menor condição de comprovar o seu patrimônio acima de R$ 100 milhões", afirmou. Eles estão livres, estão andando dentro do parlamento, estão fazendo projetos, estão perto de todos os outros senadores, quem sabe não olha para mim". "Está escrito na testa: ladrão! Está na testa bem grande: ladrão, eles não sentem nada, estão tirando da nação, tiraram do povo".
A líder do PSB, senadora Lídice da Mata (BA), protestou contra as acusações de Couto que, segundo ela, atingiam todo o Senado. Ela pediu a retirada das acusações do colega das notas taquigráficas. "Se o senador tem alguma coisa contra algum político, contra algum senador, contra algum deputado, que diga, tenha a coragem de dizer a quem está acusando", afirmou. O líder do PSDB, Alvaro Dias (PR), defendeu o colega dizendo que ele não quis generalizar, mas sim atingir "determinado alvo" que também deve ser julgado pelo STF. 

Kit do vagabundo ...

Kit do vagabundo é um complemento ao que falei em Gettysburg e um governo de medíocres, onde procurei destacar que raça não tem importância em um País, porquanto o que realmente importa e importaria é a Justiça, Justiça distribuída na proteção dos direitos individuais e nos da sociedade.

O kit vagabundo, editado no Jornal Zona Sul, exemplar deste mês, que me foi entregue na Rua, por esses dias - a página é a 11, sob o título Crônicas da Jeana -, bem ilustra o que quis dizer a respeito de um criminoso governo que promove o racismo, a discriminação e a instabilidade na sociedade:


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Divulgando: Saiu o Livro Brasileiros 2.1

Olá pessoal: já saiu o livro de uma boa turma que resolveu escrever sobre temas variados, nela me incluindo; capa idealizada pelo Fusca Brasil e linhas de apresentação por Marcos Ponte.
O livro pode ser comprado no seguinte link: 

Gettysburg e um governo de medíocres


1863, Junho. Acampamento ianque, 20ª do Maine. Alguns momentos que antecederam à batalha de Gettysburg. Diálogo que teria ocorrido entre o Cel. Chamberlain e o Sgt. Buster, o primeiro então professor em Bolton e, o segundo, veterano de guerra, após conhecerem fugitivo negro que fora dar pelas bandas daquele acampamento:
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- What do you think about blacks?
- Well, Colonel, if you mean race, I don’t know, and is not something to be ashamed of.
The point is: race cannot  be judged. A man that judged by the color is a piece of shit. We know our men one at a time.
- For me there is no difference.
- No?
- None at all. I don’t know many men released, but those who knew in Bangor, Portland, I looked into their eyes, and saw a man; they had a divine spark, as my mother used to say.
Races are men.
How extraordinary is the man, infinite in form and movement; when fighting looks like an angel.
- If are an angel Colonel, must be a killer angel.
Colonel, you're a nice person, I admire you. You are idealistic, and that's good, but the truth is: there is no divine flame.
There are many men that are worth less than a dead dog. We see that they hang each other, every day.
Equality?
I fight to prove I'm better than a lot of them.
Where have you seen this manifest divine fire? Where have you noted this magnificent equality?
There aren’t two things with the same or equal opportunities, neither sheet nor a tree.
There are many people worse than me and better ones.
But I do not think race has importance in a country; what really matters Colonel ... is Justice.
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E Justiça (penso eu), não tem nada a ver com a hipocrisia demagógica dos próceres da mediocridade que anunciaram, já se vão alguns dias, aumento de vagas nas universidades pelo sistema de cotas – pretendem chegar a 50% nos próximos dois anos – e a utilização desse sistema em futuros concursos para empregos públicos, alegando na imbecilidade retrógada reparação de dívida histórica.

Um governo que promove o racismo, a discriminação e a instabilidade na sociedade é um governo de criminosos, e o que entristece é que o Supremo, deitando algumas de suas criticadas decisões, já decidiu, no populismo do Executivo, pela constitucionalidade desse sistema doentio.

Mas o que em verdade entristece é que não existe política educacional que busque a qualidade do ensino e do conhecimento; um País de abestados, medíocres e idiotas se avizinha. Basta ver que o cara dos “livo do MEC” e do “kit gay” se elegeu Prefeito em São Paulo ...

O homem, independentemente do grau de conhecimento, só é idiota quando lhe convém ...

Nenhum homem deve se curvar; nenhum homem nasce nobre; aqui somos julgados pelo que fazemos; aqui podemos ser algo; aqui podemos construir um lar; aqui podemos ter a ideia de que todos nós temos valor.
Porque lutamos? No fim ... lutamos uns pelos outros; porquanto não podemos perder o nosso País, a nossa história, os nossos valores, a nossa evolução ... se é que hoje se pode falar em evolução, valores e história  ...


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Mensalão: Formação de Quadrilha II ...



Ao iniciar seqüência de linhas sobre minhas expectativas acerca de como ou do que seria o julgamento do processo envolvendo os prófugos da nação, mais o bando dos sem caráter que os acompanhou, deixei registrado meu ceticismo quanto à posição dos togados frente aos crimes então denunciados, razão de ter editado as matérias com a foto do Supremo às escuras, seguida de uma interrogação. 

E tinha lá minhas razões, quando me lembrava de votação na corte prejudicando aos aposentados, por instância de quem me recuso a dizer o nome, do embate entre as togas envolvendo questões eleitorais antes da continuidade delitiva do executivo, do processo envolvendo a permanência do bandido italiano em solo pátrio, para ficar só com estes.

Confesso que fiquei surpreso com a indignação do Joaquim Barbosa, com a posição centrada do Luiz Fux e com a firmeza do Ayres Britto, posições estas que, associadas as de Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello, culminaram com a condenação da delinqüência governamental no que considero o pior dos crimes a que poderiam ser condenados: formação de quadrilha, a quadrilha partidária.

Isto em que pese a absolvição, por um quarteto, capitaneada pelo inço da toga, pelo peba da toga que, mais uma vez, mostrou falta de estofo para ocupar uma cadeira no Supremo; mas o cara, em breve, será vice-presidente da Corte ... Isso sem falar no sujeito que nem deveria ter participado do julgamento, quando muito abrir a boca, o barbudinho atual ...

De qualquer forma, com a sessão que se inicia logo mais, e que, para a frente, será ocupada com discussão para aplicação das penas - dosimetria-, já me dou por satisfeito com a condenação da corja "petista" pelo crime de formação de quadrilha, relembrando, porque não, o seu escabroso passado, o passado de uma  turba de bandidos, envolta em toda sorte de crimes.

Não nego que vê-la, por um bom período, atrás das grades, faria muito bem ao espírito, como já o fez ao se assistir a recente condenação que lhe foi imposta.

Além da dosimetria da pena outra questão a ser enfrentada pela Corte será a relativa aos empates em determinadas votações, o último protagonizado pelo peba quando, após absolver a todos os acusados pelo crime de formação de quadrilha, reformulou voto passado, quanto à lavagem de dinheiro, causando alegria a alguns próceres, então por ele condenados, como Jacinto Lamas e Valdemar Costa Neto.

A questão é delicada porquanto, na ordem vigente, sugere-se a absolvição do acusado, quando diante de situações como a que se apresentou, mesmo que provocada por alguma togada que, além de medíocre e carente de juridicidade judicante seja, nitidamente, parcial e deturpadora das provas.

A Corte deverá decidir sobre o que deverá prevalecer: a verdade dos autos, a verdade das provas, valendo, assim, o voto da presidência, ou a absolvição, provocada por vergonhosa mediocridade. 

Bom. Espero que a coragem e a honra prevaleçam, e que o mesmo afinco demonstrado nesta causa se faça igualmente presente quanto aos demais crimes praticados neste já longo "imoral governo", que  tanto envergonharam e envergonham a Pátria, os quais já evoluíram para nova tipificação penal - "mal feitos" - e que a PGR vá buscar toda a "grana" que roubaram do País.

Portanto, e por enquanto, uma nova foto do Supremo para ilustrar estas linhas.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Mensalão: Formação de Quadrilha ...



Formação de quadrilha, o pior dos crimes praticados pela corja de políticos e não políticos, a ser conhecido e condenado pela turma das togas, ou seja, o reconhecimento da existência e, portanto, de merecida condenação, de uma "quadrilha partidária".

Enquanto o Relator condena, o revisor ... bem, o revisor todos já conhecem ... o cara é muito ruim ... é um peba. Ei-lo:


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Joaquim Barbosa - Presidente do STF

Como antecipado na postagem "Logo mais no Supremo", ao início da sessão plenária de hoje, o Ministro Joaquim Barbosa foi confirmado como novo Presidente da Corte, cargo que exercerá a partir do próximo mês de novembro, mês de afastamento compulsório do atual Presidente, Ministro Ayres Britto, sendo o seu vice o Lewandowski.

Parabéns ao Ministro e votos de sucesso na gestão presidencial.

Por ora continua o intervalo da sessão - 30 minutos -, já conhecido o voto do Ministro Celso de Mello que acompanhou, integralmente, o voto do relator Joaquim Barbosa. Portanto mais um voto (já são sete) condenando ao trio do PT - Zé Dirceu, Genoíno e Delúbio - e à turma do Marcos Valério, pelo crime de corrupção ativa, com as absolvições de Geiza Dias e Anderson Adauto.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Mensalão - Turma do PT Condenação ...



Voltando ao tema e ao blog, o direito se fez: Marco Aurélio, como Carmem Lúcia e Gilmar Mendes, condenaram a Zé Dirceu por corrupção ativa, formando, assim, a maioria no Supremo. Além disso, e mais: José Genoíno e Delúbio Soares, Marcos Valério e sua turma.

Eis a votação:

Joaquim Barbosa, relator – pela absolvição de Geiza Dias e Anderson Adauto, e pela condenação dos demais réus acusados de corrupção ativa;

Ricardo Lewandowski, revisor, o cara das toleimas – pela absolvição de Geiza Dias, Anderson Adauto, Rogério Tolentino, José Genoino e José Dirceu, e pela condenação dos demais réus;

Rosa Weber – pela absolvição de Geiza Dias e Anderson Adauto, e pela condenação dos demais réus;

Luiz Fux – pela absolvição de Geiza Dias e Anderson Adauto, e pela condenação dos demais réus;

Dias Toffoli – pela absolvição de Geiza Dias, Anderson Adauto, Rogério Tolentino e José Dirceu, e pela condenação dos demais réus (o cara que deveria ficar calado e ter vergonha; como o das toleimas, o Supremo precisa de uma faxina);

Cármen Lúcia – pela absolvição de Geiza Dias e Anderson Adauto, e pela condenação dos demais réus;

Gilmar Mendes – pela absolvição de Geiza Dias e Anderson Adauto, e pela condenação dos demais réus;

Marco Aurélio – pela absolvição de Anderson Adauto, e pela condenação dos demais réus.

Naquilo que já salientamos em outras linhas, disse Marco Aurélio: "Tivesse Delúbio a desenvoltura intelectual e material a ele atribuída certamente não seria apenas tesoureiro do partido, quem sabe tivesse chegado a um cargo muito maior. Apontar Delúbio, e ele parece concordar, como bode expiatório como se tivesse autonomia suficiente para levantar milhões de reais e distribuir esses milhões ele próprio definindo os destinatários sem conhecimento da cúpula do PT, subestima a inteligência mediana", 

Sendo seis (6) a condenarem a turma do PT e a do Marcos Valério, salvo "graça" até final julgamento, pode-se dizer: "já era", "adeus Zé Dirceu e turma".  Falta, apenas, "o nove dedos", que já deve estar à caminho "do desconhecido".

Seguem os dois "Zés":


Mensalão: Turma do PT e outros ...


Tempo real:

Assim se encontram os votos:

1) José Dirceu: 4 votos a 2 pela condenação (Divergência: Ricardo Lewandowski e Antonio Dias Toffoli)
2) José Genoíno: 5 votos a 1 pela condenação (Divergência: Ricardo Lewandowski); o protótipo votou pela condenação do Geraldo (?); algo que faz pensar;
3) Delúbio Soares: 6 votos pela condenação
4) Anderson Adauto: 6 votos pela absolvição
5) Marcos Valério: 6 votos pela condenação
6) Ramon Hollerbach: 6 votos pela condenação
7) Cristiano Paz: 6 votos pela condenação
8) Rogério Tolentino: 4 votos a 2 pela condenação (Divergência: Ricardo Lewandowski e Antonio Dias Toffoli)
9) Simone Vasconcelos: 6 votos pela condenação
10) Geiza Dias: 6 votos pela absolvição

Protótipo de jurista ...




O protótipo de jurista - isso aqui está em tempo real, acabo de chegar em casa -, e como disse no post anterior - conforme seja o peso da dignidade - resolveu julgar e externar o seu voto, acabando por absolver a Zé Dirceu por falta de provas e ao advogado Tolentino da Costa, citando teorias e doutrinas jurídicas várias, alegando ser mais do que normal advogado acompanhar a seu conhecido, no caso, Marcos Valério, tanto no Congresso como em Portugal, junto à Telecom.

Condenou, porém, a Delúbio Soares, que deve ser sacrificado em nome dos prófugos; e a condenação se deu com base em depoimento de Roberto Jefferson, que fora desconsiderado pelo "lirismo hilário revisional". 

A dignidade se foi; o Supremo precisa de "uma faxina".

Logo mais no Supremo ...


Logo mais no Supremo terá curso o julgamento do processo do mensalão, no que toca à turma do PT - Zé Dirceu, Genoíno e Delúbio - e a turma da propaganda, capitaneada por Marcos Valério, acusadas, as turmas, da prática do crime de corrupção ativa

Faltam apenas três (3) votos, com Toffoli ou sem Toffoli - conforme seja o peso da dignidade - para que se confirme a condenação "das turmas", isolando-se, como deve ser, o "lirismo hilário revisional".

Já amanhã, antes do início da sessão plenária, o Ministro Joaquim Barbosa, relator do "mensalão", deverá ser confirmado como Presidente da Corte, em substituição ao Ministro Ayres Britto, que se aposenta no próximo mês de novembro.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Comentário de Roberto Manhães


Justiça bloqueia bens do casal Garotinho e de mais 17 pessoas
Acusação é de desvio de verba quando Rosinha e o marido foram governadores
VERA ARAÚJO 5/10/12 - 23H21 – O GLOBO

RIO - Com o registro de candidatura à reeleição pendente, a prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho (PR) sofreu novo golpe. A Justiça concedeu liminar bloqueando todos os bens dela, do marido Anthony Garotinho e de mais 17 pessoas acusadas de desviarem R$ 1.061.124,63 dos cofres públicos em favor de campanhas eleitorais do casal. Coube ao Ministério Público Federal (MPF) o pedido de tornar indisponíveis os bens móveis e imóveis dos réus para a garantia da devolução do dinheiro. As verbas teriam sido desviadas quando foram governadores do estado do Rio: Garotinho de 1999 a 2002 e Rosinha nos quatro anos seguintes.

O procurador da República do Ministério Público Federal Edson Abdon Peixoto Filho não quis listar os bens encontrados em nome do casal Garotinho porque o processo está em segredo de Justiça:
— A decisão para o bloqueio dos bens tomou por base todo o levantamento feito pelo Ministério Público Federal. Houve provas suficientes da ilicitude. Foi criado um esquema que se repetia em todo os estado para financiar a campanha de Anthony e Rosinha Garotinho.
Dentre os réus, há funcionários e dirigentes das empresas sem fins lucrativos Fundação Escola Serviço Público do Estado do Rio de Janeiro (Fesp/RJ) e do Instituto Nacional de Aperfeiçoamento da Administração Pública (INAAP). Eles estão envolvidos na contratação irregular, com dispensa de licitação, da Fesp através da CPRM — empresa que presta serviços geológicos —, para o cumprimento de atividade para a qual esta não tinha competência para executar. Por esse motivo, houve a subcontratação de outra empresa, a INAAP pela Fesp, sem que tivesse previsão no contrato originário e novamente com dispensa de licitação. O procedimento foi realizado em janeiro de 2004 para a prestação de serviços necessários à continuidade ou finalização de projetos ,como o sistema de informações sobre contenção de encostas prevenção a inundações no estado.
Financiadoras de campanha
De acordo com a ação de improbidade administrativa proposta pelo MPF, os réus atuaram com o objetivo claro de desviar recursos públicos. Isso fica evidente porque as pessoas jurídicas acusadas no processo judicial aparecem em inúmeras apurações como envolvidas em esquemas de financiamento de campanha eleitoral. Além disso, o MPF questiona o efetivo cumprimento das tarefas contratadas, já que tanto a CPRM, Fesp e INAAP não encaminharam documentação de que executaram os contratos.
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Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/justica-bloqueia-bens-do-casal-garotinho-de-mais-17-pessoas-6305419#ixzz28U4WDR2z

http://oglobo.globo.com/pais/justica-bloqueia-bens-do-casal-garotinho-de-mais-17-pessoas-6305419

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Inço da toga II


Já se vão algumas horas que a toga envolta por inço, o revisor do processo do mensalão, citando doutrinas várias, terminou suas linhas com relação ao Zé Dirceu.

Como esperado, o Zé não teria nada a ver com o viés criminal do ex-tesoureiro do PT que, em posição inferior aos próceres do partido, demandava os crimes denunciados sem conhecimento daqueles, inocentes políticos no mundo político.

Não vou lembrar que o cara, a quem me recuso dizer o nome salientou, entre outras toleimas, que o MPF não provou "que ação específica" teria o Zé praticado para merecer a imputação então denunciada; que o seu posicionamento se firmou em depoimentos de testemunhas - deputados, senadores e ministros- "chegados ao governo" e os do próprio PT, para negar que houve "compra de votos a favor de projetos de interesse do Palácio do Planalto", alegando que "todos negaram diante do juiz essa compra de votos"; que fora interrompido diversas vezes, tal como na sessão anterior, por ministros outros, que contestaram suas afirmações; por exemplo, Gilmar Mendes que o questionou por ter condenado deputados por corrupção passiva mas, por ora, ter afirmado que não houve compra de votos, e por aí vai ..

E aí digo eu (igual ao pessoal das togas): se "não houve compra de votos", estamos diante de uma nova tipificação penal: "a corrupção ativa/passiva  masturbativa"; o corruptor corrompe a si própio.

Só venho aqui para dizer que o incorubirúbil é um merda!

Peço desculpas a quem me lê, pois a vergonha que já apanhou a Corte, e já se vai tempo, me entristece, em que pese os posicionamentos contrários dos demais.

Eis aí quem não merece linhas:




Inço da toga ...



Na sessão de ontem no Supremo, após o Ministro Joaquim Barbosa ter concluído o seu voto condenando o trio do PT - Zé Dirceu, Genoíno, Delúbio Soares - e mais Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Rollerbach, Simone Vasconcelos e Rogério Tolentino, pelo crime de corrupção ativa, e de ter absolvido a Anderson Adauto - ex-ministro dos transportes - e Geiza Dias, pelas razões que apontou em seu pronunciamento, teve lugar a exposição revisional.

Ao seu início, ficou a falsa impressão de que o revisor teria finalmente aprendido o que significa esta figura julgadora, já que, de forma rápida, antecipara a conclusão parcial de seu voto condenando, por corrupção ativa, tal como o relator, a Delúbio Soares, Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach e Simone Vasconcelos, e absolvendo a Geiza Dias e Anderson Adauto, aqui divergindo no que respeita à condenação de Rogério Tolentino, que também absolveu.

A falsa impressão, porém, se confirmou falsa, quando dedicou praticamente todo o tempo de sua participação no julgamento à defesa togada do acusado Genoíno, desvirtuando o próprio foco da acusação, deitando desnecessários elogios ao próprio réu, a um advogado que já foi Ministro da Justiça e outros personagens que citou, proferindo leituras e referências a documentos que aparentam não possuir os contornos que lhe foram atribuídos, com os quais, e outros pensamentos, pretendeu desqualificar a peça acusatória etc., ensejando, com isso, que os Ministros Ayres Britto e Marco Aurélio proferissem intervenções irônicas, como a do último, quando lembrou ao revisor que o réu estava sendo acusado do crime de corrupção ativa e não de corrupção passiva, além dos embates próprios com o relator.

O que se espera de um julgamento nem sempre resulta naquilo que realmente se espera; mas o que todos esperam é que ao momento em que externado o então silêncio da consciência que o seja, estritamente, com relação ao que se discute, nos estreitos/largos limites da racionalidade judicante, sem luzes de incorubirúbil, sengraçante imprizido, que dão claros à sugerida parcialidade.

O homem, por conta mesmo da sua natureza, sempre julga a outro homem em termos de comportamento; no caso do comportamento revisional, a muitos então permitido, pelo próprio comportamento, é o de um comportamento sugestivamente faccioso, envolto de inço, que se mostra, assim, triste e lamentável. 

Ex-tesoureiro de um partido, "com carta branca" para cometer crime de corrupção ativa e, por isso mesmo, condenado, e "aval moral" de ex-presidente desse mesmo partido que "franqueia" o crime, sem saber que era crime, é algo que transforma a mediocridade em "algo admirável", escapando até ao controle do próprio ego, se visto o desfigurado comportamento nas tintas do surrealismo.

Bom, logo mais, linhas sobre o Zé Dirceu serão conhecidas.

Enquanto isso, no cinema mais próximo ...


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Mensalão - Rol de condenados



Apesar do meu ceticismo e da "por ora agradável surpresa" com a turma das togas, no condenar uma cambada de bandidos, segue o rol dos até agora condenados:

I. Câmara dos Deputados/SMP&B, favorecimento em licitações:

João Paulo Cunha
Corrupção passiva
Peculato
Lavagem de dinheiro
Marcos Valério
Corrupção ativa
Peculato

Ramon Hollerbach
Corrupção ativa
Peculato

Cristiano Paz
Corrupção ativa
Peculato


II. Banco do Brasil/DNA, bônus volume, desvio de R$ 2,9 milhões:

Henrique Pizzolato
Peculato
Marcos Valério
Peculato
Ramon Hollerbach
Peculato
Cristiano Paz
Peculato

III. Banco do Brasil/Fundo Visanet, desvio de R$ 73,8 milhões por serviços nunca prestados:

Henrique Pizzolato
Corrupção passiva
Peculato
Lavagem de dinheiro
Marcos Valério
Corrupção ativa
Peculato

Ramon Hollerbach
Corrupção ativa
Peculato

Cristiano Paz
Corrupção ativa
Peculato


IV. Diretoria do Banco Rural. Empréstimo de R$ 32 milhões ao PT e às agências de Marcos Valério.

Kátia Rabello
Gestão fraudulenta
José Roberto Salgado
Gestão fraudulenta
Vinicius Samarane
Gestão fraudulenta

V. Banco Rural/Marcos Valério e sua turma/ Movimentação de recursos sem identificação dos destinatários:

Marcos Valério
Lavagem de dinheiro
Ramon Hollerbach
Lavagem de dinheiro
Cristiano Paz
Lavagem de dinheiro
Rogério Tolentino
Lavagem de dinheiro
Simone Vasconcelos
Lavagem de dinheiro
Kátia Rabello
Lavagem de dinheiro
José Roberto Salgado
Lavagem de dinheiro
Vinicius Samarane
Lavagem de dinheiro


VI. PT. Compra de votos na Câmara dos Deputados:

Pedro Corrêa : ex-deputado federal  PP
Corrupção passiva
Formação de quadrilha
Lavagem de dinheiro
Pedro Henry:  deputado federal  PP
Corrupção passiva

Lavagem de dinheiro
João Cláudio Genu: ex-assessor  PP
Corrupção passiva
Formação de quadrilha
Lavagem de dinheiro
Enivaldo  Quadrado: Bônus Banval

Formação de quadrilha
Lavagem de dinheiro
Breno Fischberg: Bônus Banval


Lavagem de dinheiro
Valdemar Costa Neto: deputado federal  PR
Corrupção passiva
Formação de quadrilha
Lavagem de dinheiro
Jacinto Lamas: ex-tesoureiro PL
Corrupção passiva
Formação de quadrilha
Lavagem de dinheiro
Carlos (Bispo) Rodrigues: ex-deputado federal  PL
Corrupção passiva

Lavagem de dinheiro
Roberto Jefferson: ex-deputado federal  PTB
Corrupção passiva

Lavagem de dinheiro
Emerson Palmieri: ex-dirigente PTB
Corrupção passiva

Lavagem de dinheiro
Romeu Queiroz: ex-deputado federal  PTB
Corrupção passiva

Lavagem de dinheiro
José Borba: ex-deputado federal  PMDB
Corrupção passiva




* José Borba foi condenado e absolvido pelo crime de lavagem de dinheiro pelo mesmo número de votos: 5. A condenação ou absolvição está pendente até que que algum ministro altere o seu voto ou se mantenha o entendimento do ministro presidente, pela condenação, como sustentam alguns, ou pela absolvição, como sustentam outros, presente, aqui, o entendimento de que o empate na votação favorece ao réu.

Na sessão de logo mais no Supremo será a vez do trio do PT - José Dirceu, Genoino e Delúbio Soares - acusados de formação de quadrilha e corrupção ativa - e, na seqüência, mais uma turma do PT - Paulo Rocha, Luiz Carlos da Silva e João Magno - embolsaram R$ 1,2 milhão no esquema de corrupção - e o ex-ministro Anderson Adauto, então do PL - embolsou R$ 950 mil.

Ao depois, Duda Mendonça e Zilmar Fernandes (sócia), acusados de receber R$ 11,2  milhões de origem ilegal, e de usarem o esquema de lavagem do Banco Rural para enviar R$ 9,8 milhões para o exterior - evasão de divisas.