Páginas

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ataque terrorista, e não é piada ...

A notícia vem do Diário de Pernambuco, publicada hoje.

Deputado, por pouco, não morre do coração.
_________________________

Deputado é vítima de infarto após ter contracheque trocado com professor.


Nesta manhã, o deputado estadual Guilherme Anchova sofreu um infarto agudo do miocárdio após se deparar com uma ingrata surpresa que estava sobre a sua mesa de trabalho. Um contracheque trocado com um professor da rede estadual, homônimo.

O deputado foi levado ao Real Hospital Português e encontra-se em observação. Anchova não corre risco de morte.

A polícia trabalha com tentativa de homicídio. A hipótese de atentado terrorista por parte do sindicato dos professores não foi descartada.

A redação tentou entrar em contato com o professor Guilherme Anchova, que leciona matemática e física na escola Dom Sebastião Leme, no Ibura, mas não conseguiu. Falamos com a esposa do professor, e segundo ela, o matemático não aparece em casa desde ontem, quando ligou dizendo que tinha recebido uma bolada e que não voltaria mais para casa.

_________________________

Sicário comenta "Nós na imprensa italiana" ...

Flavio...

Eu estranharia se alguém afirmasse que tratou de negócios com qualquer eminente político brasileiro e que este é honesto. Isto sim seria de causar espanto. Dizem que não é certo generalizar mas convenhamos, se um rouba e outro sabe, é dever moral do “honesto” denunciar, logo, se não denuncia, é conivente. É igualmente bandido.Portanto generalizo, pois não há “anjinhos” na política nacional. Apesar da notícia ser negativa para a já arranhada imagem do Brasil, a imunda imagem de nossos administradores/políticos, agora, se mostra verdadeira, porque a imprensa estrangeira divulga o que a nacional não faz questão de comentar, esconde, pois o jornalismo do exterior não tem os interesses dos jornaleiros do Brasil que sequer comentam as denúncias que vem da Itália.
O personagem citado na reportagem é somente mais um. Se, quando estava a frente do Ministério da Defesa, foi capaz de fantasiar-se de samambaia (roupa camuflada) para brincar de soldado o que o impediria de se fantasiar de político para brincar de enriquecer?
Quando escrevo e leio sobre políticos brasileiros, a corriola sindicalista e assemelhados, invariavelmente lembro dos romanos Crasso e Pompeu, do escravo Spartacus, da Via Ápia (estrada entre Cápua e Roma) e do final da história..

abs.
Sicário

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mensalão: Vencidos ... parcialmente vencidos ...II

A sessão no Supremo continua ... 

Nova discussão entre o inço da toga e o relator; o inço acusa o relator de traição por pretender seguir o processo, com o julgamento alcançando a perda de mandato, quando diz, o relator, que tem a condução do processo e coloca em julgamento as apreciações que julgar adequadas. Tudo em função da última sessão do atual Presidente da Corte, que gostaria de conhecer o voto.

O peba da toga deixou a sessão; desnecessário, até porque não participaria da dosimetria da pena.

Aliás, falando em deixar o plenário, o sujeito, no dia de ontem,  após abandoná-lo, por conta de mais um embate com o relator, foi flagrado andando pelos arredores do Supremo ao celular, com caras de poucos amigos. Para quem ou com quem estava falando???...|

Mensalão: Vencidos ... parcialmente vencidos ...

Há pouco, após o término das homenagens ao Presidente que se vai - Ministro Ayres Britto - foi feita a leitura da última ata de julgamento, na qual ficou clara a já conhecida formação de uma turma, no Supremo, distanciada do que se "imaginava" não se distanciar, e capitaneada pelo inço da toga, que se viu vencida em boa parte no julgamento, qual seja: o próprio inço, mais Rosa Weber, Toffoli e Cármen Lúcia.

Isso é preocupante! Não só agora, como pelo que virá amanhã, seja com relação a este processo como a outros que ditem interesses próximos, o que é uma lástima.

Por ora, o peba do revisor, valendo-se de memorial da parte, tal como o fez no julgamento do Zé Genoíno, quando repetiu palavras daquela peça, a respeito da vida pública do "guerrilheiro", e sua mediana vida "sem riquezas", tudo como parte do seu voto, diz que o juiz pode mudar o seu entendimento na última hora, e por aí vai ...

Mudar o entendimento é até salutar, não, porém, por intermédio de uma peça apócrifa.

Preocupa-me, como dito, o amanhã neste e em próximos julgamentos, quando diante de interesses próximos. 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Trio do PT na cadeia ...?

O Supremo, no chamado "núcleo político", decidiu ontem que o trio do PT - os dois Zés, Dirceu e Genoíno, mais o Delúbio - merecem ver o sol nascer quadrado (?): 

- o primeiro Zé foi condenado a 2 anos e 11 meses de reclusão, pelo crime de formação de quadrilha e a 7 anos e 11 meses de reclusão, por corrupção ativa, acrescido de multa de 260 dias-multa, no valor de 10 salários mínimos cada;

- o segundo Zé foi condenado a 2 anos e 3 meses de reclusão por formação de quadrilha e, por corrupção ativa, a 4 anos e 8 meses de reclusão, mais 180 dias-multa, no mesmo valor daquele;

- já Delúbio foi condenado por formação de quadrilha a 2 anos e 3 meses de reclusão e, por corrupção ativa, a 6 anos e 8 meses, mais 250 dias-multa, no mesmo valor.

Apesar de andar com os neurônios cansados e igualmente já cansado das intervenções do peba da toga, e do aparente complexo de perseguição do relator do processo, não lembro de ter visto no julgamento qualquer menção ao crime de peculato do qual aquele trio também fora acusado pelo PGR ...

Comparando as penas do trio com aquelas imputadas ao arauto da desgraça criminosa, as mesmas são idênticas ao crime de formação de quadrilha. Por este crime o arauto foi condenado a 2 anos e 11 meses de reclusão, tal como o Zé. A diferença reside na pena quanto ao crime de corrupção ativa: enquanto o arauto foi condenado por três crimes de corrupção ativa, no total aproximado de 14 anos e 10 meses de reclusão, o primeiro Zé, por exemplo, teve a sua pena abrandada, pois, segundo o relator, como "esse crime foi praticado em continuidade delitiva, ou seja, no mesmo período de tempo (2003 a 2005) e de maneira semelhante em relação aos objetos do crime", deixou-se de aplicar "pena individual para a prática do delito em relação a cada parlamentar, mas apenas uma vez, aumentada em dois terços, conforme previsto no artigo 71 do CP".

E mesmo assim, o cara ainda tem a desfaçatez de dizer que "a pena de 10 anos e 10 meses que a Suprema Corte me impôs só agrava a infâmia e a ignomínia de todo esse processo". É dose, porquanto na visão do cidadão, julgamento democrático só existiria, com a sua absolvição ...

Em que pese achar que o crime de formação de quadrilha já foi apanhado pela prescrição - o que provavelmente deverá ser objeto de recurso por parte dos advogados dos réus - as eventuais férias atrás das grades terão curta duração, graças a um regime previsto na legislação penal conhecido por sistema progressivo da pena, que não deveria ser progressivo, mas, sim, repressivo.

Ontem, no G1, li uma notícia sobre um garoto londrino de 16 anos, metido a assaltante do comércio luxuoso de Londres, que se fantasiava de idoso para cometer os crimes e que, tal como alguns abestados tupiniquins, esqueceu no local do crime o seu dever escolar. A polícia prendeu o "garoto" e ele já foi condenado a 5 anos de cana, e 5 anos de cana, por aquelas bandas, são 5 anos de cana; o cara sairá das "grades" com 21 anos.

Aqui, com o estrume legislativo conhecido por ECA, o "menino" passaria por avaliações psicológicas, psico-sociais, comportamentais e toda e qualquer outra sorte de sistema protetivo, o que demandaria bom período de tempo, sem qualquer satisfação para sociedade, vítima do "seu desvio de conduta".

Há quem não goste de comparações, mas essas são necessárias para se ver que os interesses da sociedade obrigatoriamente devem prevalecer sobre os interesses dos criminosos, independentemente de quem sejam, com rápida e imediata aplicação da sanção.

Voltando ao trio que, diante das penas que até agora foram aplicadas "aos seus colaboradores", merecia cana mais dura, pelo fato mesmo do centro de comando das nefastas e deletérias operações, a decisão final do Supremo, aliada ao que fará a PGR na recuperação da verba criminosamente desviada, para os não menos criminosos intentos, mostrará o quanto, a final, será satisfeita a única vítima dessa inominável cadeia de atos e fatos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Nós na imprensa italiana...

A matéria que segue é do Jornal Corriere della Sera, do dia 24 passado, e diz respeito com depoimentos e investigações acerca de corrupção internacional empreendida por dirigentes da empresa italiana Finmeccanica, para a venda de fragatas militares, mediante pagamento de propinas.

A reportagem cita tratativas e entendimentos, aqui no País, com o então titular da nossa pasta da Defesa, cujo acerto pedido seria de 11% do negócio - 2,5 bi - a ser dividido por três - entre eles o citado-,segundo entendi da reportagem. 

O teto máximo da propina, ainda por aquelas linhas, seria de 3%, sugerindo, ao final, que o negócio não vingara.

Como se já não bastassem a ridícula representação internacional do País, a divulgação, mundo a fora, de turismo sexual e prostituição com menores, a imagem explorada de refúgio paradisíaco para a bandidagem, do vexame e da vergonha da corrupção interna, também já objeto de matérias em outras praças, dos contínuos atos que promovem a instabilidade da sociedade e de ser o maior mercado mundial do crack e, o segundo, no consumo de "coca" (a pasta) evolui-se, agora, para as páginas internacionais da corrupção.

Fica difícil não pensar em se buscar soluções "democráticas" para se promover o retorno dos valores e do respeito para com a "nossa terra".

Segue a reportagem no original, já que presente o admitido receio no incorrer em péssima tradução.
_________________________

Finmeccanica, l'accusa del dirigente
«Il ministro chiedeva l'11% di 5 miliardi»

Spunta una tangente da 550 milioni in una trattativa
con il Brasile. Indagato Scajola

NAPOLI - Una percentuale di «ritorno» pari all'11 per cento dell'appalto che in realtà nasconde il pagamento di tangenti a politici e faccendieri. Affari conclusi o avviati in quattro Stati grazie ai buoni rapporti dell'ex presidente del Consiglio Silvio Berlusconi e dei suoi uomini più fidati come l'ex ministro e coordinatore del Pdl Claudio Scajola. Sono i verbali di Lorenzo Borgogni, ex responsabile delle Relazioni istituzionali di Finmeccanica, a svelare ai pubblici ministeri Vincenzo Piscitelli ed Henry John Woodcock i retroscena delle commesse internazionali trattate in India, a Panama, in Indonesia e in Russia. Ma non solo. Perché l'ordinanza di arresto per il manager Paolo Pozzessere svela la presenza di altri testimoni preziosi, come il direttore generale di Fincantieri Giuseppe Bono e come lo stesso ex presidente e amministratore delegato della holding specializzata in sistemi di Difesa Pierfrancesco Guarguaglini, ascoltato dai magistrati come testimone.

«Vogliono l'11 per cento»
È il 10 novembre quando Borgogni viene interrogato sulla trattativa avviata da Fincantieri e Finmeccanica per la fornitura di 11 fregate militari al governo brasiliano che si era improvvisamente arenata. «Il canale tra l'Italia e il Brasile era rappresentato dall'onorevole Claudio Scajola e dal parlamentare napoletano Massimo Nicolucci e ciò perché Scajola era molto legato al ministro della Difesa brasiliano Jobin. Preciso che, anche se all'epoca Scajola era ministro dello Sviluppo economico il suo dicastero non aveva nulla a che fare con l'affare della fornitura delle fregate. Paolo Pozzessere, che curò i rapporti tra Fincantieri e Finmeccanica, mi disse di aver appreso dal dottor Giuseppe Bono (direttore generale di Fincantieri) che in cambio delle illustrate agevolazioni era stato pattuito un "ritorno" - che avrebbe dovuto pagare la stessa Fincantieri quale contratto di agenzia - dell'ammontare dell'11 per cento dell'affare complessivo pari per la sola Fincantieri a 2,5 miliardi di euro. Tale cifra di "ritorno" percentuale - secondo quanto riferitomi da Pozzessere - doveva essere parzialmente destinata tra Scajola e Nicolucci da una parte e Jobin dall'altra».
Il manager svela anche il coinvolgimento dei vertici di Finmeccanica: «In una fase immediatamente successiva appresi sia da Pozzessere sia dall'allora amministratore delegato Pierfrancesco Guarguaglini - evidentemente messo a parte da Pozzessere - che era stata chiesta anche a noi di Finmeccanica la stessa percentuale di "ritorno" dell'11 per cento della nostra parte in affari (pari anch'essa a 2,5 miliardi di euro). Al riguardo Guarguaglini mi disse di aver detto a Pozzessere che la percentuale massima di "ritorno" che lui era disposto a pagare era quella del 3 per cento. Come ho detto tale percentuale doveva essere pagata sia da Fincantieri, sia da Finmeccanica tramite la stipula di un contratto di agenzia in Brasile in capo a un agente evidentemente indicato dal ministro Jobin. Non so se Finmeccanica ha già stipulato tale contratto. Credo che Fincantieri l'abbia sicuramente stipulato. Almeno così mi è stato detto».
Anche Giuseppe Bono assegna al faccendiere questo ruolo quando racconta di essere andato a palazzo Grazioli per l'affare delle fregate dopo che Lavitola gli aveva chiesto «un compenso per l'attività svolta nella firma degli accordi e Berlusconi mi disse che lui era il suo fiduciario per il Brasile». 

Charge do Amarildo