Páginas

sexta-feira, 30 de maio de 2014

STF II

Capa e reportagem de hoje, do Jornal dos Marinhos, informam que a saída antecipada do Ministro Joaquim Barbosa, antes de atingir a idade da aposentadoria compulsória, teria como motivo, a profusão de ameças na internet, pela turma da petralhada, e por ter sido abordado por um bando da mesma petralhada, ao deixar um restaurante em Brasília, e isso por causa do julgamento do mensalão e de suas posições posteriores.
Ameaça à vida é coisa séria, não se brinca. Se não me engano, já se comentava, no curso do julgamento do "mensalão", da  futura saída do ministro, época em que não se falava em ameaças, pelo menos não  foram divulgadas, mas, pós julgamento, época de efusivas manifestações de apreço, de reconhecimento etc., ao ponto de se levantar o seu nome para a Presidência da República.
Na sessão plenária de ontem, após anunciar o desiderato, o Ministro Marco Aurélio. lamentando o afastamento da Corte, lembrou a participação do ministro Joaquim Barbosa, como relator do processo do mensalão:."Vossa Excelência veio a ser relator de uma ação penal importantíssima na qual o Supremo, como colegiado, acabou por reafirmar que a lei é lei para todos, indistintamente. Acabou por revelar que processo em si não tem capa, processo tem conteúdo, e que não se agradece este ou aquele ato a partir da ocupação da cadeira no próprio Supremo." 
Para não pensar que existe um outro motivo, que não este, mais "interessante" do que ser Ministro do Supremo, e que os motivos, realmente, são aqueles divulgados pela imprensa, mostra-se triste e lamentável a capitulação às aberrações dos prófugos partidários, apequenamento não mostrado durante sua passagem pela Corte, por vezes, de demasiada arrogância no sustentar suas posições. Capitulação aos mesmos prófugos partidários que, possivelmente, se saciaram em incontida alegria quando do seu voto contrário à extradição do bandido italiano Cesare Bastisti, então defendido pelo atual ministro Barroso.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

STF

Notícias de hoje do Estadão, assinadas por Felipe Recondo e Rafael Moares Moura, dão conta de que o Presidente do STF já falara com seus pares, em redistribuir o processo do mensalão - e não só esse, claro, mas outros, também, sob sua relatoria - e que teria avisado a quem preside o Senado, que iria se aposentar no próximo mês, o que se inicia domingo agora.
O site do STF nada informa, apenas registra audiência, esta manhã, com a dona do Planalto, talvez para o mesmo comunicado da aposentadoria.
Bom, em sendo verdade, e o Supremo chutando, para quando não se sabe, o julgamento dos interesses dos velhinhos na recuperação das perdas da poupança - como o fez ontem -, envolto com recursos do Senado quanto à CPI da PTroubrás, ou com pedidos do PSOL e da OAB federal, para cancelar a lei da anistia em relação aos militares, que defenderam a pátria contra os párias que por aí se encontram, com posicionamentos já conhecidos quanto aos próceres da bandidagem - mensaleiros e outros -, e fico por aqui, retiro o "bom" do início do parágrafo...

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Ethos ...

Ethos, em linguagem simples, significa o conjunto de hábitos e ações de um povo.
Palavra de origem grega, também se diz como valor de identidade social, de características que diferenciam um grupo do outro, o modo de ser, o caráter, a ética, a atividade humana sob a forma de cultura, que estabelece normas e regras de conduta a serem observadas por determinada sociedade ou, também considerado, por parcela desta que delas conscientemente se distancia, ou seja, de sua normas e regras de conduta, dos seus hábitos e ações próprias e dos seus princípios e valores, e por aí vai ...
Dito isto ou isto dito, com defini-lo nos dias atuais, em terras nossas?! ...
De minha parte, seria vergonha.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

História: Farsa ou Tragédia?

A história começa com uma farsa e termina em tragédia.
Não me lembro do autor da frase, certamente não fui eu, porque se fosse, dela me lembrava.
Mas ela é bem apropriada se aplicada aos corruptos governos que aqui se instalaram, e que continuam no perene processo de destruição das instituições, dos princípios e dos valores.
Ainda há tempo para se evitar a tragédia, não inteiramente consumada, e para se reparar os danos da histórica farsa.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Mubarak na cadeia ...

Li, ontem à noite, em páginas da internet, que o ex do Egito, Hosni Mubarak, mais seus dois filhos, foram engaiolados por desviarem recursos públicos para uso da família.  A pena é curta - 3 anos de prisão - mas é uma condenação.
Ainda segundo o que li, os três foram multados em US$ 2,9 milhões e condenados a ressarcir os cofres públicos em US$ 17,6 milhões.
Ao terminar a leitura, fiquei imaginando como seriam as manchetes em terras tupiniquins ...

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O País fede ... continua ...

O Pais fede ... continua ...
Li outro dia, três dias atrás, para ser mais preciso, no jornal dos Marinhos, que nas escolas municipais estão ensinando as línguas chinesa, árabe e turca. 
Se isso, realmente, é verdade, estamos Phu ... Em vez de ensinar o que realmente interessa, o que forma o caráter, lecionam-se línguas que nada interessam para a formação do caráter e o aprendizagem contínuo do que deve ser ensinado.
Dias atrás também foi noticiado que o exame nacional da estupidez e mediocridade já alcançou terras de além mar, nele se engajando as Universidades de Coimbra e da Serra da Estrela, situadas em campos lusos.
Processo de imbecilidade e mediocridade em uma sociedade, já é altamente perigoso, que dirá quando se busca globalizá-lo ...
O País fede. Fede na sua contumaz roubalheira, na propaganda enganosa, nas decisões Suprema do agraciar bandidos, na "sociedade" que disto se beneficia, na ausência de medidas que tragam para o País o fruto do roubo da corja de cafajestes, e aqui não só com relação ao "mensalão", mas com relação a todos os roubos noticiados a décadas, que se mostram esquecidos, tanto na imprensa, como nas Cortes. Em suma, caíram no esquecimento, no vazio, do agraciar bandidos.
Mas, "habemos" Copa e, assim, seguiremos a nossa sina?
A nossa sina é sermos honrados e mandar, para o lugar de costume, aqueles que me recuso nominar.

terça-feira, 6 de maio de 2014

O País fede ...

O País fede. Fede em todos os sentidos. E a vergonha corrói a alma.

Vergonha, estado emocional que decorre da presença de firmes raízes familiares, naqueles ou em quem os princípios forjadores do caráter se mostram intransponíveis, inabaláveis, perante o veio fácil da opção pela iniqüidade e a delinqüência demagógica (insisto na ortografia antiga). Isso, independentemente do que se chama “posição social”.

Vergonha, em falta, já em grande escala no País, vilipendiado em seus princípios, em sua história. País que há mais de década se vê assaltado em sua alma, por próceres cafajestes, em detrimento do que justifica o conceito de formação de uma sociedade. País em que os Poderes não têm credibilidade. País inchado e pesado por conta de acordos espúrios e nefastos interesses, chegando-se ao agudamento da crise moral com a auto indenização a que se concederam por derrotados nos intentos de tomar o poder pelas armas, na doentia inspiração de governos autoritários.
Décadas se vão àquela em que o País vivia seus dias de caos, por conta de um bando que se vangloriava dos seus ideais comunistas, os divulgava na imprensa escrita e pelo rádio, por eles buscava incitar a população contra a ordem constituída, cometiam toda sorte de crimes, formavam pequenos grupos para promover o medo e a instabilidade na sociedade, destacavam o que chamavam de “destacado guerrilheiro” para agir como franco-atirador nas grandes capitais, distribuíam manuais de como cometer os crimes que cometeram, de como fabricar bombas, de como arregimentar novos idiotas para suas fileiras, seqüestros etc. E tudo isso sob a bandeira dos princípios democráticos.
Passadas outras tantas décadas, nas quais os ideais e atos criminosos, de transformar o País em um país comunista, foram derrotados, alcança-se o ápice da falta de vergonha, com o desenfreado assalto aos cofres públicos, com a destruição das instituições e com uma ignomínia chamada de Comissão da Verdade, a qual, antes de representar questão ideológica retrógada, doentia e revanchista (passível de tema de aula para futuros psiquiatras e para as ciências criminais), se apresenta como nítida demonstração de desprezo para com a sociedade e a memória dos que, por aqueles, já não mais qualificáveis, foram assassinados.
E a tanto ainda se chega, com apoio de quem nem conhece a história, pela idade que apresentam, a glorificar o passado odioso na perseguição de quem defendeu a Pátria e a vigente ordem constituída, utilizando-se, no intento, de hipócritas distorções de tipificações penais. 
Já disseram, em outras palavras, que o povo, quando diante de governos que proliferam e profligam na hipocrisia e criminalidade, traindo os anseios da sociedade, tem o poder, o direito e a legitimidade de depô-los, substituindo-os por aqueles que se submetam aos reais e legítimos interesses dessa mesma sociedade, no conceito que justifica a sua criação e formação.
Mas o que falta, infelizmente, e em larga profusão, é a vergonha diante da já banalizada criminalidade, vista e aceita com normalidade, além de desfrutada, arduamente, por considerável parcela de nacionais.
O País fede. Há de se dá um basta!